Edinho Silva anuncia demissão da Comunicação Social e diz que luta será "longa"

Publicado em 12/05/2016, às 08h15

Redação

O ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Edinho Silva, afirmou em nota que a abertura do processo de impeachment da presidente Dilma "é um golpe irreparável" e anunciou a sua demissão da pasta. "Lamentavelmente, o Brasil amanhece hoje um país cuja democracia está enfraquecida. Este desvirtuamento dos procedimentos pelas próprias instituições brasileiras tem um só nome: golpe irreparável contra a ordem democrática", disse.

Segundo Edinho, o afastamento da presidenta Dilma não significará, "de maneira nenhuma, resignação", que eles continuarão trabalhando "para que essa imensa injustiça cometida seja revertida" e que a presidente não tem o perfil de desistir. "Dilma acredita nas causas pelas quais lutou toda a vida e irá até o fim na busca por justiça e na defesa da democracia. Sem dúvida, neste percurso, terá ao seu lado uma verdadeira legião de militantes, apoiadores e simpatizantes engajados na causa democrática", disse. "A luta é longa."

Ao comunicar que deixa a partir desta quinta-feira, 12, o cargo de ministro-chefe da Comunicação Social da Presidência da República, Edinho disse ter feito parte de um governo "comandado por uma mulher honesta e honrada, injustamente afastada do cargo". "Estou convicto de que, nos 14 meses em que estive à frente deste ministério no governo Dilma, cumpri meu dever como homem público com dedicação e lisura, preceitos que têm orientado minha vida", afirmou.

O petista disse ainda que "há três décadas" faz parte de um projeto de país do qual se orgulha. "Um projeto, com Lula e Dilma, que tirou milhões de brasileiros da miséria e que promoveu crescimento com justiça social", afirmou.

Para Edinho, a decisão tomada hoje pelo Senado é um "passo atrás" e torna ainda mais necessário "um pacto entre os brasileiros para defender os avanços históricos". "É urgente a construção de uma aliança nacional, na busca das reformas, iniciando-se pela reforma político-partidária, tornando o Brasil mais republicano, politicamente mais participativo e representativo", afirmou, ressaltando que é preciso "superar as mazelas do nosso modelo de financiamento político-eleitoral e partidário."

LEIA TAMBÉM

Gostou? Compartilhe

LEIA MAIS

Câmara aprova regime de urgência para projeto que cria o “imposto do congestionamento” Após denúncia de Rui Palmeira, Câmara de Maceió determina recadastramento de servidores Brasil repete sua segunda pior nota da série histórica em índice global de percepção da corrupção Entidades pedem veto de Lula ao PL dos supersalários na Câmara e no Senado