'Eles estão mentindo', diz delegado do caso Daniel sobre família suspeita de envolvimento na morte do jogador

Publicado em 06/11/2018, às 12h29
Redes Sociais -

Redação

O delegado da Polícia Civil responsável pelo ‘caso Daniel’, Amadeu Trevisan, afirmou que a família Brittes será indiciada por homicídio qualificado e coação de testemunhas nesta terça-fera, 06. De acordo com Amadeu, eles teriam mentido em seus depoimentos.

LEIA TAMBÉM

Segundo Trevisan, mãe e filha teriam combinado uma versão com o Edison Brittes Júnior, suspeito de ter matado o jogador Daniel, marido de Cristiana e pai de Allana.

As duas foram ouvidas pela polícia na segunda-feira, 05. Edison teve seu depoimento adiado, mas confirmou ter matado o jogador em entrevista a RPC. O homem afirmou ter agido sob “fortes emoções” quando viu Daniel deitado com sua esposa, alegando que ele teria tentado estupra-la.

O delegado acredita que o crime está esclarecido. "Já conseguimos reconstruir tudo que aconteceu na casa no dia do assassinato. Vamos ouvir mais algumas testemunhas hoje e teremos o depoimento do Edison amanhã", explicou Trevisan.

O que dizem os suspeitos

David e Igor dizem que estavam na casa da família Brittes quando ouviram uma gritaria vinda do quarto de Cristiana, a esposa de Juninho. Eles afirmam que os convidados da festa se indignaram quando souberam que Daniel havia tentado estuprar a mãe de Allana. Os amigos de colégio da aniversariante dizem que não participaram das agressões.

"Eles são bons meninos, estudantes sem passagem pela polícia e estão absolutamente em choque com tudo isso", afirmou Domacoski. "A todo momento eles pediam calma, diziam que Daniel já tinha tido o suficiente."

Mesmo querendo evitar o espancamento (segundo sua versão), David e Igor aceitaram entrar no Veloster preto de Juninho, quando o pai de Allana colocou o jogador praticamente desfalecido no porta-malas.

"A primeira ideia não era matar o Daniel", afirmou o advogado Domacoski. "A ideia era largá-lo sem roupa na rua para passar vergonha. Alguém teve a ideia de deixá-lo na BR sem roupa. Mas no meio do caminho, o celular do Daniel, que estava no banco da frente, tocou, e o Edison, o assassino, pegou o celular e viu as imagens", afirmou o defensor, em referência às fotos em que Daniel aparece na cama da esposa Cristiana. "Aí que o Edson perdeu a cabeça e tomou outro rumo."

De acordo com o advogado, seus clientes tentaram dissuadir Juninho de matar Daniel: "Eles ficavam dizendo: 'Não faz isso, vai estragar sua vida!' Quando ele desceu do carro, o David tentou evitar o pior, mas foi ameaçado. O Edison disse: 'Não se meta se não vai sobrar pra vocês'. Aí eles ficaram apavorados, entraram em choque."

Domacoski afirmou que seus clientes não viram o momento em que Daniel foi morto e também não viram a faca que Juninho teria usado para cometer o crime. O corpo de Daniel foi encontrado horas depois, sem pênis e parcialmente degolado.

"Eles não presenciaram", disse o defensor. "Estavam dentro do carro, não chegaram a ver, só ouviam o resmungo."

Segundo o advogado, David foi o primeiro "paquerinha" de Allana nos tempos do colégio. Eles teriam se reaproximado há apenas duas semanas. O defensor ressaltou que seus clientes conheciam Juninho havia pouco tempo.

O delegado Amadeu Trevisan deve ouvir o depoimento de David e Igor na quinta. Advogados envolvidos na investigação já preveem que eles devem ser presos logo em seguida, possibilidade com a qual conta a defesa.

Na segunda-feira, Cristiana Brittes, a mãe, e Allana, a filha, foram ouvidas. Os depoimentos corroboram a versão de Júnior de que ele teria matado Daniel depois de descobrir que ele tentava estuprar sua esposa.

A família de Daniel nega essa tese. 

Contradições no discurso da família marcam caso

As versões da família Brittes para os fatos que levaram à morte de Daniel são marcadas por contradições. Na segunda à noite, vieram à tona gravações de conversas de Juninho com um amigo de Daniel, nas quais o suspeito, antes de confessar o crime, nega que ele tenha acontecido.

Em conversas de WhatsApp entre Allana e a família de Daniel, a garota também negava qualquer anormalidade em sua festa de aniversário. Segundo seu depoimento, ela mentiu a mando do pai.

De acordo com Claudio Dalledone Júnior, que defende a família, os discursos contraditórios são justificáveis pelo desespero que tomou conta da família depois da morte de Daniel.

Fonte: Com informações da RPC e UOL Esporte

Gostou? Compartilhe

LEIA MAIS

Vídeo: criança fica com farpa de madeira presa nas amígdalas após comer carne moída Bolsonaro apresenta piora da função renal, diz boletim médico Troca de advogado de Vorcaro sinaliza possível delação premiada Polícia fecha centro de treinamento do CV para adolescentes em ilha de área indígena