Redação
A controvérsia em torno da campanha de fim de ano da Havaianas ganhou novos desdobramentos em Santa Catarina. Em Brusque, a loja Guarani lançou uma promoção-relâmpago que colocou os chinelos da marca à venda por R$ 1. A ação durou poucas horas e resultou no esgotamento total do estoque das três unidades da rede, chamando a atenção e repercutindo amplamente nas redes sociais.
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"É ISSO MESMO, PESSOAL! HAVAIANAS POR 1 REAL VÁLIDO PARA AS 3 LOJAS ENQUANTO DURAR O ESTOQUE!!!🩴📦 E SIM, NÃO VAMOS MAIS TRABALHAR COM A MARCA POR TEMPO INDETERMINADO, DEVIDO A PROVOCAÇÃO DA MARCA COM A POPULAÇÃO CONSERVADORA, NA QUAL FAZEMOS PARTE!", disse a loja em seu perfil no Instagram.
Por outro lado, as Lojas da marca registram um aumento no número de clientes. Gerentes ouvidos pela Folhapress em São Paulo afirmaram que não houve mudança no movimento de clientes por conta do boicote.
Os estabelecimentos estavam cheios por causa do Natal, sendo que em dois havia fila que passava da porta. O atendimento era normal e não houve manifestação ou protesto. A empresa tampouco repassou orientações sobre o assunto aos funcionários, segundo os relatos à reportagem.
Fotos da Agência France Press também mostram filas na cidade do Rio de Janeiro.
Repercussão nas redes
A iniciativa da loja de Brusque dividiu opiniões. Parte dos internautas elogiou a postura da loja, destacando a clareza do posicionamento e defendendo o boicote como forma de manifestação. Em sentido oposto, críticos ironizaram a promoção e levantaram a hipótese de que a ação teria, na prática, ampliado ainda mais a visibilidade da marca. Também houve questionamentos sobre quem, de fato, saiu beneficiado com a liquidação.
Publicidade no centro do debate político
A polêmica teve início após a divulgação da campanha publicitária da Havaianas estrelada pela atriz Fernanda Torres. No vídeo, ela deseja que os brasileiros comecem 2026 “com os dois pés”, e não apenas com o pé direito. A mensagem foi interpretada por grupos ligados à direita como uma referência política indireta, o que desencadeou críticas e pedidos de boicote à marca por parte de figuras públicas.
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