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O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, votou a favor PEC que acaba com a escala 6x1 nesta quarta-feira (14). Ele cumpre agenda de campanha no Rio Grande do Sul e não participou presencialmente da sessão no Senado, mas marcou presença de forma virtual.
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O modelo da sessão foi semipresencial, o que permite que os senadores registrem o voto online. Ao longo da campanha eleitoral, Flávio se posicionou contra o projeto, que chegou a chamar de "oportunista". No dia anterior à votação, porém, afirmou que votaria a favor do fim da 6x1.
A mudança de postura foi vista por aliados de Lula como uma tentativa de neutralizar o eventual ganho eleitoral que o petista teria com a vitória no Congresso. Pesquisas de opinião mostram que sete a cada dez brasileiros são favoráveis à medida. Flávio foi cobrado diversas vezes por parlamentares governistas, como Renan Filho (MDB-AL) e Randolfe Rodrigues (PT-AP), sobre a mudança de posição.
Líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) disse que os bolsonaristas vão trabalhar para reapresentar em 2027, se Flávio for eleito, a PEC das Horas Trabalhadas, texto alternativo proposto por Rogério Marinho (PL-RN) que prevê que a jornada seja flexível e negociada entre empregado e patrão.
A PEC foi aprovada com 75 votos favoráveis e apenas um contrário, do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS). Rogério Marinho, Ciro Nogueira (PP-PI) e Marcio Bittar (PL-AC) foram os únicos ausentes.
Outros parlamentares que são candidatos compareceram à sessão. O senador Omar Aziz (PSD-AM), que disputa o governo do Amazonas com a Professora Maria do Carmo (PL-AM), foi presencialmente. Ele é o relator do texto e descartou as emendas propostas na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça).
A senadora Professora Dorinha (União Brasil-TO) marcou presença remota na sessão. Ela disputa o segundo turno contra Vicentinho Júnior (PSDB-TO). Dra. Eudócia (PSDB), eleita como suplente da nora, Marina Candia (PSDB) foi outra que subiu ao púlpito para fazer discurso a favor da PEC.
A PEC garante dois dias de descanso remunerado por semana e prevê uma transição gradual para as novas regras. Como o texto já havia sido aprovado pela Câmara dos Deputados, em maio, e não houve alterações, a proposta segue agora para promulgação pelo Congresso Nacional. A maioria dos partidos orientou suas bancadas a votar a favor da proposta. Somente PL e PP liberaram seus parlamentares.
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