Em primeiro dia na Apex, militar demite diretores ligados a Ernesto Araújo

Publicado em 06/05/2019, às 23h01
Reprodução/YouTube -

Folhapress

Em seu primeiro dia na presidência da Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), o contra-almirante Sergio Ricardo Segovia Barbosa demitiu os dois diretores apontados como pivôs de uma crise que desde o início do governo Jair Bolsonaro já causou o afastamento de dois presidentes da agência.

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Em nota publicada nesta segunda-feira (6), a assessoria de imprensa da Apex informou que Segovia destituiu Letícia Catelani da diretoria de Negócios e Marcio Coimbra da diretoria de Gestão Corporativa da entidade.

Tanto Catelani quanto Coimbra foram indicados pelo ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e assumiram as diretorias da Apex com o apoio de Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara e filho do presidente da República.

"Em breve serão informados os nomes dos novos ocupantes dos referidos cargos, cuja indicação estará sob responsabilidade do Conselho Deliberativo Administrativo", diz a nota.

O presidente Jair Bolsonaro nomeou o militar para presidência a Apex -que atua na promoção de produtos brasileiros no exterior- para estancar a crise que dominou a agência desde o início do governo. A nomeação foi publicada no Diário Oficial da União da última sexta-feira (3).

Segovia é o terceiro presidente da agência em pouco mais de quatro meses. Antes dele, passaram pela presidência e perderam o cargo Alecxandro Carreiro e o embaixador Mario Vilalva.

Carreiro teria se desentendido com Catelani e foi demitido menos de dez dias após assumir o cargo. Já Vilalva teve seus poderes esvaziados em uma manobra estatutária promovida pelo chanceler, que transferiu várias atribuições da presidência da agência para os dois diretores.

Em entrevista à Folha de S.Paulo, o embaixador disse que Coimbra e Catelani eram pessoas "despreparadas e irresponsáveis" e acusou Ernesto Araújo de falta de lealdade, declarações que levaram à sua demissão em 9 de abril.

Desde a saída de Vilalva, o núcleo militar do governo intensificou a pressão sobre Bolsonaro para que os dois diretores deixassem a Apex.

Diante da pressão, Coimbra se antecipou e comunicou o governo, no final de abril, que pretendia deixar o posto.

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