Emprego informal reduz número de desempregados no Brasil

Publicado em 01/08/2018, às 08h53

Redação

A pesquisa Pnad-Contínua, divulgada mês a mês pelo IBGE aponta uma redução no número de desempregados do Brasil no mês de junho, mas a redução se dá devida a criação de postos de trabalho sem carteira assinada e pelo número de trabalhadores por conta própria no Brasil.

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De acordo com a pesquisa o número de empregados sem carteira de trabalho assinada (11,0 milhões) no setor privado cresceu 2,6%, ou seja, mais 276 mil pessoas em relação ao trimestre anterior. Em relação ao mesmo trimestre de 2017, houve alta de 3,5%, ou mais 367 mil pessoas.

O levantamento também aponta que o número de trabalhadores por conta própria (23,1 milhões de pessoas) ficou estável em relação ao trimestre anterior (janeiro a março de 2018). Em relação ao mesmo período de 2017, houve alta de 2,5%, ou mais 555 mil pessoas.

Já o número de empregados com carteira de trabalho assinada (32,8 milhões) no setor privado ficou estável frente ao trimestre anterior (janeiro a março de 2018). No confronto com o mesmo trimestre de 2017, houve queda (-1,5% ou menos 497 mil pessoas).

A Pnad-Contínua aponta que a taxa de desocupação (12,4%) no trimestre de abril a junho de 2018 teve queda (-0,7 ponto percentual) em relação ao trimestre de janeiro a março de 2018 (13,1%). Já em relação ao mesmo trimestre móvel do ano anterior (13,0%), houve queda (-0,6 ponto percentual).

Indicador/Período

Abr-mai-jun/2018

Jan-fev-mar/2018

Abr-mai-jun/2017

Taxa de desocupação

12,4%

13,1%

13,0%

Rendimento real habitual

R$ 2.198

R$ 2.192

R$ 2.174

Variação do rendimento real habitual em relação a:

0,3% (estabilidade)

1,1% (estabilidade)

A população desocupada (13,0 milhões) recuou -5,3%, ou seja, menos 723 mil pessoas em relação ao trimestre anterior (13,7 milhões). No confronto com igual trimestre do ano anterior, quando havia 13,5 milhões de desocupados, houve queda (-3,9% ou menos 520 mil pessoas nesta situação).

A população ocupada (91,2 milhões) aumentou 0,7%, um adicional de 657 mil pessoas em relação ao trimestre anterior. Em relação ao mesmo trimestre de 2017, também houve aumento (1,1%, ou mais 1,0 milhão de pessoas ocupadas).

O rendimento médio real habitual (R$ 2.198) no trimestre de abril a junho de 2018 ficou estável em ambas as comparações. A massa de rendimento real para o trimestre deabril a junho de 2018 foi de R$ 195,7 bilhões e ficou estável em ambas as comparações. A publicação completa, o quadro sintético e a apresentação da PNAD Contínua mensal estão à direita desta página.

A taxa de desocupação, estimada em 12,4% no trimestre móvel de abril a junho de 2018, recuou -0,7 ponto percentual (p.p.) em relação ao trimestre de janeiro a março de 2018 (13,1%). Em relação ao mesmo trimestre móvel de 2017 (13,0%), houve queda (-0,6 pp).

No trimestre de abril a junho de 2018, havia aproximadamente 13,0 milhões de pessoas desocupadas no Brasil. Este contingente caiu -5,3%, ou seja, menos 723 mil pessoas, frente ao trimestre de janeiro a março de 2018, quando havia 13,7 milhões de pessoas desocupadas. No confronto com igual trimestre de 2017 (13,5 milhões de pessoas desocupadas), a estimativa caiu -3,9%, ou 520 mil pessoas desocupadas a menos.

O número de pessoas ocupadas (91,2 milhões no trimestre de abril a junho de 2018) subiu 0,7% em relação ao trimestre anterior (mais 657 mil pessoas). Em relação ao mesmo trimestre de 2017, houve alta de 1,1% (mais 1,0 milhão de pessoas).

O nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) foi de 53,7% no trimestre de abril-junho de 2018 e ficou estável em ambas as comparações.

A força de trabalho (pessoas ocupadas e desocupadas), no trimestre de abril a junho de 2018, ficou em 104,2 milhões de pessoas. Houve estabilidade em ambas as comparações.

O contingente fora da força de trabalho, no trimestre de abril a junho de 2018 (65,6 milhões de pessoas) subiu 774 mil pessoas (1,2%) frente ao trimestre de janeiro a março de 2018. Em relação ao mesmo trimestre de 2017, houve alta de 1,9% (1,2 milhão de pessoas).

O contingente de empregados no setor privado com carteira de trabalho assinada (exclusive trabalhadores domésticos), estimado em 32,8 milhões de pessoas, apresentou estabilidade frente ao trimestre anterior (janeiro a março de 2018). Frente ao trimestre de abril a junho de 2017, houve variação de -1,5% (-497 mil pessoas).

No período de abril a junho de 2018, os empregados no setor privado sem carteira de trabalho assinada(11,0 milhões de pessoas) aumentaram em 2,6% em relação ao trimestre anterior (adicional de 276 mil pessoas). Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, registrou elevação de 3,5% ou mais 367 mil pessoas.

A categoria dos trabalhadores por conta própria, 23,1 milhões de pessoas, registrou estabilidade na comparação com o trimestre anterior (janeiro a março de 2018). Em relação ao mesmo período do ano anterior, o indicador, neste trimestre, apresentou elevação de 2,5%, representando um adicional de 555 mil pessoas.

No período de abril a junho de 2018, o grupo dos empregadores (4,4 milhões de pessoas) apresentou estabilidade em relação ao trimestre anterior. Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, houve elevação de 4,2%, ou mais 176 mil pessoas.

Entre os trabalhadores domésticos (6,2 milhões de pessoas) houve estabilidade em ambas as comparações.

O grupo dos empregados no setor público (inclusive servidores estatutários e militares), estimado em 11,6 milhões de pessoas, subiu 3,5% frente ao trimestre anterior. Em relação ao mesmo trimestre de 2017, houve aumento de 2,7%, ou mais 310 mil pessoas.

A análise do contingente de ocupados, segundo os grupamentos de atividade, do trimestre móvel de abril a junho de 2018, em relação ao trimestre de janeiro a março de 2018, mostrou aumento em: Indústria (2,5%, ou mais 286 mil pessoas) e Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (3,8%, ou mais 588 mil pessoas). Os demais grupamentos não apresentaram variação significativa.

Na comparação com o trimestre de abril a junho de 2017 houve aumento nas categorias: Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (3,7%, ou mais 571 mil pessoas) e Outros serviços (6,0%, ou mais 267 mil pessoas). Os demais grupamentos não apresentaram variação significativa.

O rendimento médio real habitual (R$ 2.198) no trimestre de abril a junho de 2018 registrou estabilidade em ambas as comparações.

Segundo os grupamentos de atividade, o trimestre móvel de abril a junho de 2018, em relação ao de janeiro a março de 2018, não mostrou crescimento em qualquer categoria. Houve redução no grupamento de Serviços domésticos (2,0%, ou menos R$ 18). Na comparação com o trimestre de abril a junho de 2017houve aumento na categoria de Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (3,6%, ou mais R$ 113). Os demais grupamentos não apresentaram variação significativa.

A análise do rendimento médio real habitualmente recebido no trabalho principal, segundo a posição na ocupação, do trimestre móvel de abril a junho de 2018, em relação ao trimestre de janeiro a março de 2018, não mostrou crescimento em qualquer categoria. Houve redução entre os Trabalhadores domésticos (2,0%, ou menos R$ 18). Em relação ao trimestre de abril a junho de 2017, houve estabilidade em todas as posições.

A massa de rendimento real habitualmente recebido em todos os trabalhos pelas pessoas ocupadas foi estimada, para o trimestre móvel de abril a junho de 2018, em R$ 195,7 bilhões de reais. Houve estabilidade quando comparada ao trimestre móvel de janeiro a março de 2018 e também frente ao mesmo trimestre do ano anterior.

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