Empresário de concessionária na PB desaparece com 100 carros, segundo PC

Publicado em 28/09/2018, às 09h49
Reprodução / Polícia Civil -

Redação

Um empresário de uma loja de veículos em João Pessoa, capital da Paraíba, desapareceu na última segunda-feira, 24, junto com 100 carros que havia no local. A Polícia Civil, que está investigando o caso, estima que o prejuízo seja de, pelo menos, R$3 milhões.

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De acordo com o delegado Lucas Sá, Defraudações e Falsificações da Polícia Civil, a loja, localizada no bairro Brisamar, na BR-230, funcionou normalmente até a última sexta, 21. No entanto, na segunda-feira o estabelecimento foi encontrado vazio e o dono não deu notícias aos clientes e empresários com os quais mantinha negócios.

O caso passou a ser investigado na quinta-feira, 27, depois que três pessoas procuraram a polícia. “Três vítimas que também vendem carros e tinham veículos na loja dele procuraram a polícia para relatar o que estava acontecendo. O dono da loja desapareceu com todos os carros”, disse o delegado.

De acordo com as investigações da Polícia Civil, parte dos carros já estavam com os recibos assinados, de acordo com os empresários que negociavam com ele, o que possibilita que os veículos sejam vendidos e transferidos de propriedade.

“Não sabemos onde os carros estão e o que está sendo feito com eles. Mas se os carros que estavam com os recibos assinados e reconhecidos forem negociados, serão facilmente transferidos para outras pessoas. Assim, o cliente que deixou o carro pra vender vai perdê-lo. Por isso é importante que essas pessoas procurem a Polícia Civil, para que a gente possa solicitar o bloqueio e os mandados de busca e apreensão”, disse o delegado.

O primeiro momento de investigação é tentar localizar o dono da loja e os veículos, assim como identificar possíveis vítimas. O delegado confirmou ainda que funcionários, parentes, amigos e um possível sócio devem ser indiciados para depor.

De acordo com as investigações da Polícia Civil, o empresário já teve outra empresa que foi fechada após suspeita de fraude. Ainda de acordo com o apurado pela delegacia, o CNPJ da empresa estava ativo desde 2011, mas amigos afirmaram que ele trabalhava no ramo há 11 anos.

Fonte: TV Cabo Branco

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