Empresário que cometeu suicídio em evento enfrentava grave crise financeira

Publicado em 05/07/2019, às 10h05
Sadi Paulo Castiel Gitz tinha 70 anos e era natural de Porto Alegre | Lízia Martins / Prefeitura de Aracaju -

GaúchaZH

O gaúcho Sadi Paulo Castiel Gitz, 70 anos, que cometeu suicídio nesta quinta-feira (4) em evento com o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, e com o governador de Sergipe, Belivaldo Chagas (PSD), era casado, tinha três filhos e dois enteados do segundo casamento. Era dono de uma empresa de cerâmica com sede em Nossa Senhora do Socorro, na Grande Aracaju, e foi presidente da Associação Comercial e Empresarial de Sergipe (Acese) de 2009 a 2011. No biênio anterior, foi 1º vice-presidente da entidade.  

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O empresário, natural de Porto Alegre, exerceu, também, a presidência do Conselho Deliberativo do Sebrae em Sergipe e atuou na Superintendência de Transporte e Trânsito (SMTT) e na Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb). No ano passado, recebeu o título de cidadão sergipano por conta dos 30 anos de atuação industrial no Estado.

A sua empresa estava em crise e havia anunciado paralisação da produção. Em nota, a empresa afirmou que "o motivo determinante para essa decisão foi o preço do gás cobrado pela concessionária SERGAS - Sergipe Gás S.A, empresa do Governo do Estado de Sergipe". 

O advogado e amigo Paulo Roberto Dantas Brandão lembra que Gitz era engenheiro mecânico e deixou o Rio Grande do Sul para trabalhar como empregado em uma empresa de cerâmica. Mais tarde, tornou-se sócio de outro empreendimento do ramo. Neste ano, o estabelecimento entrou em recuperação judicial. "Ele andava depressivo por conta disso. Tinha feito muitos investimentos e, quando iria colocar as máquinas novas para funcionar, veio a crise. Era crítico da política de preços adotada no Estado", comenta o advogado.

O atual presidente da Acese, Marco Aurélio Pinheiro, conta que Gitz tinha personalidade forte e não media palavras tanto para elogiar quanto para criticar. Era empresário reconhecido em Aracaju, apelidado pelos amigos como o gaúcho de coração sergipano. "Deixou o Rio Grande do Sul lá na década de 1970 para investir no nosso Estado. Teve carreira exitosa. Ajudou a criar o distrito industrial do município de Nossa Senhora do Socorro. Mas, ultimamente, vinha muito triste com a hibernação da sua fábrica devido à desaceleração da economia", explicou Pinheiro.

Em sua página no Facebook, Brandão falou sobre a morte do amigo:


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