Redação EdiCase
À medida que o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) 2026 se aproxima, muitos estudantes intensificam a rotina de preparação e buscam alternativas para melhorar a memória, a concentração e o desempenho nos estudos. Nesse cenário, suplementos alimentares com vitaminas, minerais e outras substâncias são frequentemente divulgados como aliados da saúde cerebral. Mas será que eles realmente funcionam?
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De acordo com a coordenadora do curso de Nutrição da Faculdade Anhanguera, Camila Junqueira, a resposta depende das necessidades nutricionais de cada pessoa. Os suplementos têm como principal finalidade complementar a alimentação e não devem ser encarados como uma solução imediata para melhorar a capacidade de concentração ou memória.
“Uma alimentação equilibrada fornece nutrientes importantes para o funcionamento do organismo, inclusive do sistema nervoso. Quando existe uma deficiência nutricional, a suplementação orientada por um profissional pode contribuir para a correção desse quadro. Porém, isso não significa que o consumo de suplementos, por si só, vá melhorar a memória ou a concentração de uma pessoa que já possui uma alimentação adequada”, explica.
Algumas deficiências nutricionais podem estar relacionadas a sintomas como cansaço, dificuldade de concentração e redução do desempenho cognitivo. Vitaminas do complexo B, ferro, vitamina B12 e vitamina D, por exemplo, participam de diferentes processos importantes para o organismo. Além disso, alguns complementos podem otimizar a função cognitiva como creatina, omega 3, L-teanina.
No entanto, a necessidade de suplementação varia de acordo com cada pessoa. Por isso, antes de incluir qualquer produto na rotina, é importante avaliar a alimentação e, quando necessário, investigar possíveis deficiências com acompanhamento profissional.
Segundo a nutricionista Camila Junqueira, alguns cuidados são importantes, como:
Para quem está se preparando para o Enem e outros vestibulares, mais do que apostar em cápsulas ou compostos específicos, manter uma alimentação variada e equilibrada é fundamental para fornecer os nutrientes necessários ao organismo. Frutas, verduras, legumes, cereais integrais, leguminosas, ovos, peixes e outras fontes de proteínas podem fazer parte de uma rotina alimentar adequada.
Além da alimentação, fatores como qualidade do sono, hidratação, prática de atividade física e controle do estresse também podem influenciar a concentração e o desempenho durante os estudos.
Outro ponto de atenção são as propagandas que prometem aumento da memória, foco ou desempenho cerebral de forma rápida. Os suplementos alimentares não são medicamentos e devem seguir as regras estabelecidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Por isso, antes de comprar um produto, é importante verificar a composição, as recomendações de uso, as advertências e as restrições indicadas no rótulo. A orientação profissional também é importante para avaliar se existe, de fato, necessidade de suplementação.
“Se existe uma dificuldade persistente de memória ou concentração, o ideal é investigar a causa em vez de simplesmente tentar compensá-la com um suplemento. O acompanhamento profissional permite identificar se há alguma deficiência nutricional ou outro fator relacionado ao problema”, finaliza a coordenadora.
Por Priscila Dezidério
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