Energia elétrica em Alagoas vai ficar quase 20% mais cara a partir de maio

Publicado em 26/04/2022, às 14h16
Pixabay -

TNH1 com ANEEL

A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) aprovou, nesta terça-feira (26/4), o Reajuste Tarifário Anual de 2022 da Equatorial Alagoas - Equatorial Alagoas Distribuidora de Energia S.A – empresa que atende aproximadamente 1,2 milhão de unidades consumidoras no estado.

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No processo, foram adotadas medidas para a redução do efeito tarifário, com destaque a compatibilização dos financeiros da Bandeira de Escassez Hídrica que resultou em um impacto de -13,08% e o diferimento da Rede Básica que possibilitou um impacto de -4,22% no efeito médio a ser percebido pelos consumidores.

Confira, a seguir, os índices resultantes do reajuste tarifário que entram em vigor no dia 3/5:


Empresa

Consumidores residenciais - B1

Equatorial Alagoas

19,86%

Classe de Consumo – Consumidores cativos

Baixa tensão em média

Alta tensão em média

Efeito Médio para o consumidor

20,13%

19,24%

19,88%


Os valores foram impactados, especialmente, pelas despesas relacionadas às atividades de compras e distribuição de energia, além de custos com encargos setoriais. Foram fixadas, ainda, as Tarifas de Uso dos Sistemas de Distribuição – TUSD e as Tarifas de Energia Elétrica – TE aplicáveis aos consumidores e usuários da Equatorial Alagoas.

"A Equatorial Alagoas informa, que nesta terça-feira (26), a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou o reajuste tarifário de 2022 para os clientes alagoanos, com efeito médio de 19,88% para o consumidor. As novas tarifas passarão a vigorar a partir do dia 3 de maio e fazem parte de um processo conduzido pela Aneel, agência responsável por definir anualmente e manter atualizado o valor das tarifas das concessionárias de energia elétrica em todos os estados da federação.

Os itens que mais impactaram a correção foram os encargos do setor elétrico, os altos índices de inflação e os custos com a compra de energia, sobretudo durante a escassez hídrica. Nesse período, foi necessário acionar termelétricas, que geram energia a partir de fontes mais onerosas, como petróleo, carvão mineral e gás natural. Segundo a Aneel, a combinação do reajuste com o término da cobrança bandeira escassez hídrica resultará em efeito médio tarifário de aproximadamente -2% para consumidores que pagavam a bandeira de escassez hídrica, encerrada no dia 16 de abril deste ano.

Vale ressaltar que, do percentual reajustado, apenas 3,46% fica com a distribuidora Equatorial Alagoas para operar e manter todo o sistema elétrico do estado e fazer os devidos investimentos necessários para melhoria da rede elétrica. Os encargos setoriais levam 14,73%, o transporte -2,64% e 4,33% vão para a compra de energia", disse a Equatorial em nota.

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