Entidades da construção veem com preocupação o corte no programa Casa Verde e Amarela

Publicado em 24/04/2021, às 10h05
Foto: Ascom Sinduscon -

Ascom Sinduscon

O Sindicato da Indústria da Construção do Estado de Alagoas (Sinduscon-AL) recebe com perplexidade e preocupação o anúncio do governo federal sobre o corte realizado nas verbas do orçamento de 2021, afetando diretamente a continuidade de obras da faixa 1 do Programa Casa Verde e Amarela.

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Ontem, representantes das entidades ligadas à construção, liderados pela Câmara Brasileira da Construção (CBIC), entidade máxima do setor no país, declararam a preocupação com os rumos do segmento, atingido de forma negativa no programa habitacional importante para milhares de empresas e família.

Em nota assinada pelo presidente da CBIC, José Carlos Martins, a entidade ressaltou que com o veto, que praticamente zera as despesas que estavam reservadas ao Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), serão paralisadas as obras de 250 mil casas que hoje estão em construção no país. O montante emprega diretamente em torno de 250 mil pessoas e outras 500 mil entre empregos indiretos e induzidos.

 O presidente do Sinduscon-AL, Alfredo Brêda, disse que o setor não entende os motivos do governo federal, em um momento como este, cortar recursos de um programa habitacional que está dando certo, ocasionando a perda de milhares de empregos . “Além dos aumentos de preços abusivos, da inflação, de não haver um reequilíbrio de preços do programa Minha Casa Minha Vida, principalmente do FAR, agora resolvem cortar os recursos de forma absurda, sem o menor sentido. Todo o setor está apreensivo”, disse Brêda.

Confira na íntegra a nota da CBIC

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e todas as suas entidades associadas veem com muita preocupação e perplexidade o corte realizado nas verbas do Orçamento de 2021 para dar continuidade às obras da faixa 1 do programa Casa Verde e Amarela. 

Com o veto, que praticamente zera as despesas que estavam reservadas ao Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), serão paralisadas as obras de 250 mil casas que hoje estão em construção no país. O montante emprega diretamente em torno de 250 mil pessoas e outras 500 mil entre empregos indiretos e induzidos. 
No momento que o Brasil atravessa, com tantos desafios impostos em decorrência da pandemia, esse corte não estava previsto em lugar algum.

Agora, confiamos na sensibilidade do Congresso Nacional, para que possa reverter essa situação urgentemente. E que, assim, não se inicie uma imensa onda de demissões no setor, já extremamente afetado pelos aumentos nos preços dos insumos, que impactam seriamente seus contratos, que têm preço fixo.


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