Flávio Gomes de Barros
Acontece nesta segunda-feira o lançamento do livro "Carrascos da Ditadura", mais uma obra do jornalista, escritor e cineasta alagoano Jorge Oliveira, que também é diretor do documentário "Perdão, Mister Fiel", que será exibido no ato em memória dos 50 anos do assassinato de Manoel Fiel Filho, metalúrgico alagoano, de Quebrangulo, assassinado em São Paulo durante o regime militar.
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A obra reconstrói a trajetória do operário, identifica os responsáveis por sua prisão, tortura e morte e analisa o funcionamento da repressão política no Brasil e na América do Sul durante os regimes ditatoriais.
Na ocasião será entregue a Medalha Manoel Fiel Filho a militantes do movimento operário e sindical, como reconhecimento à resistência democrática e à defesa dos direitos dos trabalhadores, numa iniciativa da Fundação Astrojildo Pereira (FAP), com apoio das centrais sindicais e do Centro de Memória Sindical.
O evento acontece às 18 horas, na antiga sede do Sindicato dos Metalúrgicos e atual sede do Sindicato dos Aposentados da Força Sindical - Rua do Carmo, 171, no centro de São Paulo.
Manoel Fiel Filho na década de 1950 mudou-se para São Paulo, onde trabalhou como padeiro, cobrador de ônibus e, por quase 20 anos, como operário metalúrgico prensista na empresa Metal Arte. Era militante do Partido Comunista Brasileiro (PCB), atuando na difusão do jornal Voz Operária e no trabalho de organização política entre os operários das fábricas da Mooca.
Ao meio-dia de 16 de janeiro de 1976, o metalúrgico foi retirado do local de trabalho por homens que se apresentaram como funcionários da prefeitura e levado ao DOI-Codi do II Exército, em São Paulo, onde foi encontrado morto no dia 17, supostamente enforcado com as próprias meias dentro da cela.
O assassinato foi confirmado posteriormente pelos próprios órgãos de repressão.
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