Flávio Gomes de Barros
O engenheiro, professor e geólogo Abel Galindo discorda do também engenheiro Marcos Carnaúba, que em participação no podcast “Estruturando soluções” surpreendeu ao dizer que o bairro da Ponta Verde, que tem o metro quadrado mais caro de Maceió, estaria correndo risco de afundamento.
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No entender de Carnaúba, especialista em cálculo estrutural, a Ponta Verde viveria situação de subsidência semelhante à que ocorreu nos bairros do Pinheiro, Mutange, Bebedouro, Bom Parto e parte do Farol, afetando a estabilidade do solo.
Segundo ele, que foi presidente do Instituto do Meio Ambiente e coordenador do DNOCS em Alagoas, uma das razões seria a retirada de água e petróleo do subsolo, bem como a construção de edifícios altos.
Abel Galindo tem se especializado em acompanhar o afundamento do solo, causado pela exploração de minas de sal-gema por parte da Braskem, e entende que nem a Ponta Verde nem outros bairros além dos já identificados como afetados pelo desastre ambiental correm riscos de afundamento.
"É um absurdo dizer que Ponta Verde e outros bairros estão afundando. Não tem nada disso. Todos os bairros de Maceió, sem exceção, são absolutamente estáveis, não estão afundando nem um milímetro.”, explica Galindo.
“A única área que está afundando é aquela das minas, no Mutange. Está puxando um pouco o Pinheiro, afetando também um pouco Bebedouro e Bom Parto”, acrescenta ele.
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