Estado Islâmico assume atentado no Egito; mortes chegam a 43

Publicado em 09/04/2017, às 13h36

Redação

O número de mortes em explosões em duas igrejas nas cidades egípcias de Tanta e Alexandria subiu para 43. Cerca de 100 pessoas ficaram feridas. O grupo Estado Islâmico reivindicou os ataques.

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As bombas atingiram duas igrejas coptas enquanto fiéis estavam celebrando o Domingo de Ramos. No primeiro ataque, uma bomba explodiu na igreja de Saint George, na cidade de Tanta, no Delta do Nilo, matando pelo menos 27 pessoas e ferindo 78, segundo autoridades egípcias. Ainda conforme autoridades do país, uma bomba teria sido plantada debaixo de um assento no salão principal da igreja.

Mais tarde, uma explosão atingiu a Catedral de São Marcos, na cidade costeira de Alexandria, a sede histórica da cristandade no Egito, matando pelo menos 16 pessoas e ferindo 41 pouco depois de ter terminado a celebração comandada pelo Papa Tawadros II, patriarca da igreja copta. Mais tarde, os assessores de Tawadros II disseram à imprensa local que ele havia escapado ileso.

Imagens da CCTV transmitidas em canais egípcios mostraram um homem se aproximando do portão principal da catedral, mas sendo afastado e dirigido para um detector de metais. O homem passa então por uma policial conversando com outra mulher e entra em um detector de metais, então uma explosão atinge o local. Uma segunda bomba foi mais tarde descoberta e desativada por oficiais na área da catedral, conforme o governo egípcio.

O Estado Islâmico reivindicou os ataques por meio de sua agência de notícias Aamaq, sem dar mais detalhes. Os extremistas reivindicaram ataques anteriores contra a minoria copta do Egito e recentemente prometeram intensificar os ataques contra os cristãos.

O primeiro-ministro egípcio, Sherif Ismail, disse ter telefonado ao Papa Tawadros II para apresentar suas condolências e prometeu trazer os planejadores dos ataques à Justiça.

As explosões ocorreram no início da Semana Santa, que culmina com a Páscoa, e apenas algumas semanas antes de o Papa Francisco visitar o país mais populoso do mundo árabe. O presidente do Egito, Abdel Fattah Al Sisi, pediu hoje uma reunião com o conselho de segurança nacional do Egito após os atentados, que ocorrem em um momento sensível para sua administração.

O Papa Francisco condenou os atentados, expressando "profundas condolências a meu irmão, o Papa Tawadros II, à Igreja Copta e a toda a querida nação egípcia". A notícia dos ataques chegou no momento em que o próprio Francisco estava celebrando o Domingo de Ramos na Praça de São Pedro. O grande xeque Ahmed el-Tayeb, chefe do Al-Azhar do Egito - o principal centro de Aprendizado no islamismo sunita - condenou os atentados, chamando-os de "ataque terrorista desprezível que tinha como alvo a vida de inocentes".

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