TNH1 com TV Pajuçara
O luto da família do pequeno Bernardo Cavalcanti Morais de Oliveira vem acompanhado de um sentimento de indignação. O que era para ser um momento de lazer da criança com os avós, em um estabelecimento comercial de grande porte em Maceió, no último dia 16, transformou-se em desespero quando o menino se engasgou com uma bala e precisou ser socorrido. Em um relato emocionante e crítico, o tio da criança, Júlio Cavalcanti, denunciou a falta de preparo de funcionários da loja na hora da emergência com o menino de cinco anos.
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"Estamos consternados, em choque, sem saber o que dizer", iniciou o parente no desabafo. "A gente não entende que um estabelecimento daquele porte, daquela dimensão, não tinha uma equipe preparada para atender a criança, ou um caso de engasgo, ou qualquer caso de emergência. O Bernardo foi socorrido pelos próprios clientes", continuou em entrevista ao programa Fique Alerta, edição de sábado, da TV Pajuçara.
O tio ressalta ainda que a ausência de um protocolo de socorro eficiente levou a uma parada cardiorrespiratória sofrida pela vítima. "A funcionária tentou fazer a massagem, mas ela não tinha nenhum tipo de preparo, para que o objeto [bala] fosse retirado. Passou um tempo muito longo que levou a uma parada cardíaca, com as pessoas sem saberem o que fazer", destacou.
Avós em pânico
Júlio também relatou que os avós de Bernardo entraram em pânico ao verem o menino perder o fôlego. "No momento eles entraram em pânico pois não sabiam o que fazer. As pessoas que estavam lá começaram a fazer a massagem para retirar o objeto, e isso levou alguns minutos, e todo mundo no estabelecimento parou para ajudar e não chegou nenhum socorro. Não foi acionado bombeiro, nem nada. E meus pais tentando desentalar a criança".
A mobilização que garantiu a chegada de Bernardo a uma unidade de saúde partiu da solidariedade de clientes. Júlio lembrou que uma pessoa que estava como consumidora da loja pegou a criança e transportou até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Santa Lúcia. Depois, a transferência para o Hospital Geral do Estado (HGE), no Trapiche, foi necessária.
"Ele chegou na UPA já em parada cardíaca, a equipe tentou reanimar por 75 minutos, e devido à gravidade do caso, ele foi transferido ao HGE, e ficou desde segunda-feira. Veio a falecer sexta-feira pela manhã".
Loja diz que funcionários são treinados
Em nota, a loja lamentou o ocorrido e prestou solidaridade aos familiares. O estabelecimento reforçou que possui trabalhadores treinados em primeiros socorros e Bernardo recebeu assistência imediata no momento do engasgo. Veja na íntegra:
A Havan lamenta profundamente o ocorrido e se solidariza com a família neste momento de dor.
A empresa informa que possui colaboradores treinados em primeiros socorros. No dia do ocorrido, a equipe foi imediatamente acionada e prestou atendimento à criança. Um profissional da área da saúde que estava na loja também auxiliou e orientou os familiares a conduzirem a criança ao hospital.
A Havan reitera seu compromisso com a segurança e o bem-estar de todos os clientes e colaboradores.
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