Estudantes do Ceará criam máquina para alimentar cães e gatos 'de rua'

Publicado em 08/07/2019, às 19h35
Divulgação/Lucien.Knuteson -

O Povo Online

Dois estudantes do Ceará criaram uma máquina capaz de alimentar cães e gatos em situação de rua. Além de disponibilizar ração aos bichos, o equipamento utiliza inteligência artificial para captar imagens dos animais e enviá-las a um banco de dados. Com isso, são colhidas informações como raça, sexo e rotas de migração dos bichos. A ideia é disponibilizar os registros numa conta no Instagram para promover a adoção dos pets.

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Outra função é ajudar donos de animais perdidos e abrigos, para que sejam pensadas políticas públicas para os animais. O equipamento foi chamado de Easy2pet - em tradução livre: fácil para animal.

A ideia e a execução do projeto partiram de Davi Coscarelli, 18, e Ícaro Bacelar, 17, estudantes do colégio Farias Brito. O objeto foi planejado para ter 1,20 metro por 60 centímetros. “Esse formato é para deixar o mais eficiente possível", resume Davi. "Tudo é baseado em inteligência artificial e deve estar conectado a todo momento com a internet”, detalha.

Os alunos tiveram orientação de Taylor Aguiar, gerente de inovação do Centro de Inovação Tecnológica da Microsoft, em Fortaleza.

Davi explica que o dispositivo é feito de metal para ser colocado no chão. Como deve ser instalado na rua, o equipamento usa um sistema de impermeabilização mais forte que o de celulares à prova d’água. Em formato de gota, a parte superior é o compartimento para guardar as rações; e a inferior é a vasilha, à qual o animal terá acesso.

Na parte frontal do dispositivo tem um câmera responsável por detectar qual tipo de animal se aproxima, para então se abrir e disponibilizar uma vasilha de ração - além de enviar as informações coletadas para o banco de dados.

O orçamento do projeto prevê que o equipamento custaria mil reais.

A ideia dos rapazes foi reconhecida pela Microsoft, gigante empresa de tecnologia. Os dois foram os únicos estudantes de ensino médio a participar e apresentar o projeto na maior feira de tecnologia do mundo, na sede da empresa, em Seattle, nos Estados Unidos.

De acordo com Ícaro, a ideia é que cada dispositivo seja patrocinado por uma empresa “socialmente responsável”. “O padrinho vai ter uma plataforma para ter acesso às informações sobre o equipamento de sua responsabilidade em tempo real”. Todos os equipamentos tarão conectados nesta rede. A expectativa é de que a máquina seja um outdoor social. “Fizemos tudo o que tínhamos pra fazer, agora precisamos de investimento, incentivo”, complementa Davi.

“Isso fomenta meu conhecimento. É um incentivo para eu continuar a lutar, ir atrás, a estudar coisas que não estão na sala de aula. É uma honra usar as coisas que eu sei para ajudar uma causa. Me deixa emocionado. Eu to fazendo algo, eu to mudando algo no mundo”, diz o estudante.

“Nós conseguimos ter essa experiência ainda no ensino médio. É um projeto pelo qual temos uma paixão. Nós vimos que tem algumas medidas (para alimentar animais), mas elas são paliativas. A gente queria fazer algo que corrigisse pela raiz. É o pontapé inicial para o nosso sonho de futuro”, projeta Ícaro.

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