Estúdio rompe com cartunista brasileiro da DC após comentários sobre estupro

Publicado em 30/05/2016, às 15h41

Redação

A Chiaroscuro Studios, que representa o brasileiro Allan Goldman no mercado editorial americano, rompeu o contrato com o desenhista depois que ele fez comentários polêmicos sobre o caso de estupro coletivo no Rio de Janeiro, ocorrido na última quinta-feira (26).

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A empresa informou, em comunicado, que resolveu “encerrar o relacionamento com artistas não alinhados com valores que, para nós, são absolutamente inegociáveis”. Goldman costumava colaborar com a DC Comics em histórias como a do Superman e dos Jovens Titãs.

Nas redes sociais, ele defende com frequência o deputado federal conservador Jair Bolsonaro (PSC-RJ), conhecido por disseminar opiniões machistas e homofóbicas. Sobre o episódio de violência sexual que chocou o país, o quadrinista ironizou a situação em uma postagem no Facebook.

“O que acontece se os 30 estupradores da menina alegaram que são mulheres? Segundo a ideologia de gênero dos esquerdistas, uma pessoa é o que sente, e sua biologia não importa”, escreveu. “Como a Justiça irá julgar o caso de uma mulher que foi violentada por 30 outras mulheres?”

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