Estudo mostra que até pequenas atividades já melhoram o humor no mesmo dia

Publicado em 11/06/2026, às 23h48
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Galileu

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Quem nunca se sentiu melhor após praticar uma atividade física? É cientificamente comprovado que o exercício físico estimula a liberação de neurotransmissores responsáveis pela sensação de bem-estar e prazer, influenciando no nosso humor. Agora, um amplo estudo internacional demonstra como a atividade física ao longo do dia pode nos tornar mais felizes.

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A pesquisa foi publicada em maio na revista científica Nature’s Human Behavior e contou com mais de 8 mil participantes de 14 países, realizando 320 mil avaliações de humor. Fatores como idade e sexo dos participantes e os dias – dia de semana versus fim de semana – em que a avaliação foi feita também foram levados em consideração.

Segundo comunicado, os resultados da pesquisa indicaram que as pessoas se sentiam mais felizes, energéticas e positivas após uma atividade mais intensa que o habitual. A lógica oposta também foi observada: pessoas que estavam mais felizes tinham a maior probabilidade de serem fisicamente ativas posteriormente.

Atividade física para qualquer um

O diferencial do estudo se baseia na associação do humor com atividades físicas que não se restringem a esportes de alta intensidade. A realização de uma pequena caminhada ou de tarefas domésticas já é capaz de desencadear respostas fisiológicas e psicológicas imediatas.

Através da captura de movimentos corporais do dia a dia com sensores sensíveis, os pesquisadores puderam registrar os tipos de atividades físicas realizadas pelos participantes, sejam elas de intensidade baixa, moderada e alta. Os efeitos associados às alterações de humor foram observados em todos os três casos.

“Você não precisa ir à academia para se sentir melhor. Um aumento no seu nível de atividade física habitual trará benefícios para o humor, principalmente por ajudar você a se sentir mais energizado. Pense nisso como uma competição consigo mesmo, em vez de com os outros”, diz Yue Liao, pesquisadora da Universidade do Texas e uma das autoras do estudo, em comunicado.

A colaboração internacional para a realização do estudo também permitiu que diversas bases de dados – 67 no total – fossem utilizadas como uma fundamentação de que os fenômenos observados de alterações de humor podem consistentemente ser observados em diferentes regiões e grupos demográficos.

“Os dados coletados fornecem uma base de evidências para intervenções de medicina de precisão que podem, em última análise, aliviar a pandemia de inatividade e melhorar a saúde humana em todo o mundo”, concluem os autores no artigo.

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