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A segunda fase da Operação Nexus, operada pela Polícia Nacional do Paraguai, revelou um esquema de tráfico de drogas envolvendo figuras relevantes do futebol. Na última sexta-feira, 20, o ex-goleiro Víctor Hugo Centurión Miranda, que chegou a defender a seleção paraguaia e o clube Olimpia, que foi à final da Libertadores em 2013, foi preso. Naquele ano, o Olimpia perdeu o título de maior das Américas para um brasileiro, o Atlético-MG.
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Centurión é acusado de tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro. Ele é suspeito de ter ligação com Sebastián Marset, um narcotraficante uruguaio procurado pelas autoridades paraguaias. Marset também era jogador de futebol.
Segundo o jornal paraguaio Última Hora, que acessou o documento de acusação, o ex-goleiro estaria encarregado de uma parte do trabalho logístico da organização; ele estaria engajado na obtenção de transporte, aeronaves, combustível de aviação e peças de reposição para a manutenção desses transportes. Por causa de sua carreira conhecida no futebol, ele também deveria negociar a venda das substâncias ilícitas.
Também nesta fase da operação foi preso o ex-jogador de futsal Luis Molinas, conhecido como Chon, do clube Cerro Porteño. O ex-gerente esportivo Dionisio Manuel Cáceres, do clube Rubio Ñu, também é investigado, mas está em liberdade.
Antes, em maio de 2025, um outro ex-jogador renomado, com passagem pelo Brasil, especificamente pelo Santos, foi preso por envolvimento no esquema de tráfico de drogas. Trata-se de Julio César Manzur, que, coincidentemente, foi companheiro de equipe de Centurión quando o Olimpia chegou à Libertadores. Manzur ainda carrega no currículo esportivo uma medalha de prata que ganhou nos Jogos Olímpicos de Atenas em 2004.
Com Manzur, outras duas pessoas foram presas, em uma operação policial que ocorreu no bairro de Ykua Duré, na cidade de Luque, no Paraguai.
Ainda segundo o Última Hora, dentre os futebolistas investigados está também o técnico Diego Benítez, que é considerado fugitivo. Ele teria mantido relações com o deputado Eulalio Lalo Gomes e seu filho, Alexander Rodrigues Gomes, acusados de posse de 16 toneladas de cocaína apreendidas em portos europeus.
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