Ex-presidente do BRB é preso pela PF; conheça quem é

Publicado em 16/04/2026, às 07h14
- Lúcio Bernardo Jr. / Agência Brasília

CNN Brasil

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O ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, foi preso nesta quinta-feira (16) em nova fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal. O executivo é suspeito de não seguir práticas de governança e permitir negócios com o banco Master sem lastro.

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Paulo Henrique Costa esteve à frente do BRB a partir de 2019, indicado pelo ex-governador do DF Ibaneis Rocha e conduziu a tentativa de compra do Banco Master pela instituição. O executivo foi afastado em novembro após decisão judicial.

Segundo os autos, Costa defendeu a compra do Master como uma solução para a crise da instituição privada.

Costa é formado em administração de empresas com especializações na área financeira em universidades do exterior, e possui mais de 20 anos de experiência no mercado financeiro.

Antes de assumir o BRB, ele era vice-presidente de Clientes, Negócios e Transformação Digital da Caixa Econômica Federal, onde trabalhava desde 2001 até assumir o BRB.

Compliance Zero

A 4ª fase da operação investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro para o pagamento de vantagens indevidas destinadas a agentes públicos.

Os agentes cumprem dois mandados de prisão preventiva e sete mandados de busca e apreensão. Segundo a PF, são investigados os crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, crimes financeiros e organização criminosa.

BRB e Master

O Banco de Brasília (BRB) é um banco público controlado pelo governo do Distrito Federal. Ele aparece no caso Master por ter sido o principal interessado na compra da banco de Daniel Vorcaro e por ter realizado operações financeiras que estão sob investigação.

A negociação previa a aquisição de participação relevante no Master e foi apresentada como uma alternativa para evitar a quebra da instituição. No entanto, o Banco Central vetou a operação ao concluir que não havia viabilidade econômico-financeira e que o negócio poderia transferir riscos excessivos ao banco público.

Além da tentativa de compra, a Polícia Federal apura se o BRB adquiriu carteiras de crédito problemáticas do Master. O foco é entender se houve falhas nos processos internos de análise, aprovação e governança das operações.

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