Deisy Nascimento
Aquele pet rechonchudo, com dobrinhas e aparência “fofinha”, pode estar precisando de muito mais do que carinho e atenção. A obesidade é uma doença que também acomete cães e gatos e pode trazer consequências sérias para a saúde e a qualidade de vida dos animais.
De acordo com Larissa Mirela, zootecnista especializada em nutrição pet (CRMV 304/ZP-AL), é comum que os tutores associem o excesso de peso à fofura, mas é importante entender que o problema precisa ser tratado com seriedade.
“Costumamos achar fofinho quando vemos um pet rechonchudo, mas vai muito além daquilo. É uma doença e precisa ser tratada com seriedade. Ela pode causar problemas articulares, problemas respiratórios e cardíacos”, explica a especialista.
Como identificar a obesidade no pet?
Alguns sinais podem ajudar o tutor a perceber que o animal está acima do peso. Entre eles estão a ausência de cintura, dificuldade para sentir as costelas ao tocar o corpo, cansaço excessivo durante passeios ou brincadeiras e menor disposição para atividades que antes eram realizadas normalmente.
“Quando você observar que o animal está sem cintura, não consegue sentir suas costelinhas ou percebe muito cansaço ao passear ou brincar, esse animal precisa de atenção”, alerta Larissa.
A obesidade não deve ser encarada apenas como uma questão estética. O excesso de peso pode sobrecarregar as articulações e dificultar a respiração, além de aumentar os riscos de problemas cardiovasculares e comprometer a mobilidade e o bem-estar do animal.
Dieta precisa ser individualizada
Ao perceber que o pet está acima do peso, o tutor deve procurar orientação profissional. O acompanhamento de um zootecnista ou médico veterinário é fundamental para avaliar as necessidades do animal e estabelecer uma estratégia segura de perda de peso.
Segundo Larissa, a alimentação não deve ser modificada de maneira aleatória pelo tutor.
“Não tente fazer uma alimentação por conta própria em casa, pois seu pet precisa de uma dieta bem formulada para que não haja perda nutricional e nem de massa muscular”, orienta.
A redução de peso precisa acontecer de maneira gradual e acompanhada, levando em consideração fatores como espécie, idade, porte, rotina, nível de atividade física e condições de saúde.
Por isso, antes de reduzir a quantidade de comida ou retirar determinados alimentos da rotina do cão ou gato, é importante buscar orientação especializada.
Fique atento
Se o seu pet está acima do peso, não espere que o problema se agrave. Observe regularmente a condição corporal do animal e procure ajuda profissional ao identificar sinais de obesidade.
Mais do que deixar o pet com uma aparência considerada “fofinha”, manter o peso adequado significa proporcionar mais saúde, disposição, mobilidade e qualidade de vida ao longo dos anos.
Afinal, cuidar também é saber reconhecer quando aquele excesso de fofura pode estar escondendo um problema de saúde.
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