Exposição apresenta a cultura popular do Nordeste entre os anos 50 e 60

Publicado em 13/11/2018, às 16h43
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Correio 24 horas

Detalhes que representam a cultura popular do Nordeste entre as décadas de 50 e 60, foram coletados e transformados em arte na exposição Coleção de Arte Popular, que acaba de ganhar nova expografia e será reaberta para visitação pública a partir desta quarta-feira (14), às 16h, no Centro Cultural Solar Ferrão, localizado na Rua Gregório de Mattos, no Pelourinho. Com entrada gratuita, as visitações estarão abertas de terças a sextas, das 10h às 17h; e aos sábados, das 13h às 17h.
    
Dentre os objetos expostos estão ex-votos, artes sacras católicas e de matriz africana e esculturas em cerâmica, além de utensílios domésticos como fifós, panelas e potes de barro. Carrancas, brinquedos e outros objetos criados a partir de materiais reutilizáveis também representam a sintonia entre a arte e a vida cotidiana. Completam a nova expografia a obra Emblemática Casinha, de Denissena (2018) e a foto Margem do Rio São Francisco – Barra (BA), de Mateus Pereira (2008). 

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Os ex-votos, presentes na mostra, são testemunhos de fé e agradecimento por graças alcançadas que podem estar relacionadas à cura de enfermidades no peito, no braço, na cabeça, ou em outras partes do corpo humano e até mesmo à conquista de um bem material. Cada peça traduz a capacidade inventiva e a percepção visual de artesãos e santeiros autodidatas, ou daqueles que herdaram o ofício de seus pais ou mesmo de parentes próximos.      

A produção artística popular do Nordeste está representada nos utensílios decorativos e utilitários produzidos em vários municípios. São peças esculpidas ou talhadas em madeira e outras feitas em cerâmica, fruto da produção coletiva ou individual de mestres artesãos.  

A reabertura da coleção faz parte do processo de requalificação do Solar Ferrão. “Já revisitamos as salas da Coleção de Walter Smetak e agora estamos entregando a nova expografia da Coleção de Arte Popular. Além disso, estamos finalizando uma requalificação física geral do prédio e ainda vamos finalizar o trabalho no Museu Abelardo Rodrigues e da Coleção de Arte Africana”, explica a coordenadora da Diretoria de Museus (Dimus/Ipac), Fátima Santos.

"Neste momento em que o país vive após o incêndio no Museu Histórico Nacional, é emblemático que o Estado da Bahia entregue à população um equipamento que, além do seu acervo, seja extremamente rico e importante para a cultura não somente da Bahia, mas nacional. Um equipamento cuja arquitetura singular para o Brasil é patrimônio histórico nacional. Este trabalho deixa claro que existem políticas públicas importantes de enfrentamento, de continuidade no sentido de termos equipamentos que se comuniquem melhor com a sociedade, que sejam espaços mais qualificados para receber os cidadãos“, declarou o diretor geral do Ipac, João Carlos Oliveira.

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