"Falei para ilustrar", afirma prefeito de Penedo sobre ação movida pelo MPE

Publicado em 21/09/2015, às 17h58
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Redação

MPE quer saber sobre declarações de Március Beltrão (Crédito: Reprodução Internet)

“Tranquilo”. Assim o prefeito de Penedo, Március Beltrão, garantiu estar ao ser questionado sobre a Ação Civil Pública ajuizada pelo Ministério Público Estadual (MPE) nesta segunda-feira (21), ao explicar a própria declaração, quando afirmou ter conhecimento do pagamento a vereadores e cabos eleitorais em troca de apoio político, chamado por ele de “mensalinho”.

Ao TNH1, Beltrão disse ter usado a expressão apenas para exemplificar o quanto, segundo ele, um prefeito é “pressionado para gerir um município”. De acordo com ele, não é incomum gestores executivos receberem tais propostas, porém assegura que, enquanto gestor de Penedo, não fez, e não pactua com tal procedimento.

“O que eu coloquei foi algo baseado naquilo que vemos em Brasília, dos mensalões e afins, e da pressão sofrida pelos prefeitos nas próprias bases políticas, seja de cabos eleitorais ou vereadores. Uma mera ilustração. Isso que foi dito também se ouve em reuniões com colegas gestores, o problema é que ninguém fala isso. Apesar disso, posso garantir que nunca pratiquei, e sou totalmente contra este tipo de procedimento. Estou totalmente tranquilo e à disposição do MPE para quaisquer esclarecimentos”, disse.

A ação

O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPE/AL) ajuizou uma ação civil pública cautelar de interpelação para obter mais informações do prefeito de Penedo, Marcius Beltrão, sobre o pagamento de dinheiro a vereadores e cabos eleitorais em troca de apoio político, denominada por ele de “mensalinhos” e “mensalões”. A declaração do chefe do Executivo de Penedo ocorreu diante de diversos prefeitos alagoanos, durante solenidade da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), e teve ampla repercussão na imprensa.


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