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A paralisação de execuções por injeção letal devido à falta de insumos é um problema recorrente nos EUA, motivado principalmente pelo boicote de grandes indústrias farmacêuticas. Empresas americanas e europeias proíbem a venda de seus medicamentos (como anestésicos e sedativos) para o uso na aplicação da pena capital.
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Estados como Ohio e Idaho precisaram adiar execuções repetidas vezes nos últimos anos por não conseguirem comprar os fármacos necessários, como o pentobarbital ou tiopental.
Em estados como o Texas, detentos já acionaram a Justiça denunciando o uso de lotes de medicamentos com prazos de validade expirados.
As execuções por injeção letal nos EUA utilizam duas abordagens principais: o protocolo de três drogas (o coquetel tradicional) e o protocolo de droga única (adotado mais recentemente para contornar a escassez de insumos). Atualmente, existem16 substâncias listadas nos manuais oficiais dos estados americanos para a aplicação da pena capital.
As drogas mais utlizadas:
Diante da escassez crônica de insumos injetáveis, alguns estados reintroduziram ou aprovaram métodos alternativos, como o pelotão de fuzilamento (adotado em Idaho e Carolina do Sul) e a asfixia por gás nitrogênio (aplicada de forma inédita no Alabama).
Christa Pike, a condenada cuja execução falhou duas vezes na noite de quarta-feira (30/9) em penitenciária no Tennessee (EUA), disse estar "aterrorizada" com o uso da injeção letal no seu caso. Ela chegou a pedir que fosse executado por enforcamento. O método, porém, não é permitido no estado.
A falha do procedimento aumenta a pressão sobre o uso da injeção letal nos EUA. O episódio fez com que o governador do Tennessee, Bill Lee, um defensor fervoroso da pena de morte, determinasse uma investigação e suspensão da aplicação da pena de morte no Tennessee até o fim do ano. Apenas mais uma estava prevista.
"A incompetência do Departamento de Correções do Tennessee atinge o nível mais baixo possível esta noite. Não há outras palavras. Isso é um absurdo. Como eles conseguem dormir à noite?", declarou Abraham Bonowitz, cofundador da Death Penalty Action, entidade que trabalha para impedir execuções e abolir a pena de morte por meio de defesa de direitos, educação e ação.
Nos EUA, 21 dos 50 estados ainda adotam a pena de morte como punição: Alabama, Arkansas, Flórida, Geórgia, Idaho, Indiana, Kansas, Kentucky, Louisiana, Mississippi, Missouri, Montana, Nebraska, Nevada, Carolina do Norte, Oklahoma, Carolina do Sul, Dakota do Sul, Texas, Utah e Wyoming. Em quatro outros estados (Arizona, Kentucky, Tennessee e Utah), o método alternativo é oferecido apenas a presos condenados à morte por crimes cometidos antes de uma data especificada (geralmente quando o estado passa do método anterior para a injeção letal).
Apenas 18 mulheres foram executadas nos EUA desde a década de 1970, em comparação com 1.663 homens.
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