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Familiares de personal e mulher criticam falas ofensivas de sem-teto: 'Ultrajante'

Publicado em 28/03/2022, às 12h20
Divulgação -

Uol

A família da mulher encontrada dentro de um carro com um homem em situação de rua condenou as falas dele à imprensa após o caso ganhar repercussão nacional. Givaldo Alves, 48, deu sua primeira entrevista sobre a história na quinta-feira (24), dando supostos detalhes sobre relações sexuais que teria mantido com a mulher dentro de um carro em Planaltina (DF). Ao UOL, ele disse ter medo de ser incriminado pelo incidente.

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Ainda no fim da semana passada, ele deu mais declarações, desta vez para a Band TV, incluindo descrições explícitas sobre o que teria acontecido momentos antes de o personal trainer Eduardo Alves flagrar a situação com a esposa e espancá-lo. Em nota enviada ao UOL, as advogadas do casal definiram as falas como "desrespeitosas e ofensivas" e afirmaram que uma denúncia já foi feita na Polícia Civil contra o ataque "à reputação e honra dessa vítima frente à sociedade".

Na semana passada, Givaldo chegou a ser tietado por moradores de Planaltina e também foi visto em um Porsche.

As advogadas Auricélia Vieira e Claudia Pignata, responsáveis pela defesa da família do personal, destacaram que a mulher continua internada em um estabelecimento hospitalar psiquiátrico da rede pública, onde recebe "tratamento médico intenso com objetivo de restabelecimento da sua saúde física e mental" desde o dia do flagra.

"Dada a situação de incapacidade atestada por profissionais de saúde, e observados os impactos dessas informações disseminadas de forma irresponsável nos meios de comunicação, faz-se necessário ressaltar a responsabilidade do Estado e da sociedade na proteção dessa mulher, motivo pelo qual solicitamos que os usuários das mídias sociais parem de compartilhar vídeos que expõem de forma ultrajante não apenas essa vítima, mas todas as mulheres, que passam a ser retratadas como um objeto sexualizado e sem valor", pediu a nota assinada pelas advogadas.

As defensoras não deram mais detalhes sobre o diagnóstico médico da cliente, se limitando a dizer que estão defendendo os direitos de pessoas "em situação de incapacidade". Elas afirmaram que só devem dar novos pronunciamentos sobre o caso para as autoridades competentes. O caso segue sob segredo de Justiça.

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