Famílias de mortos em escola de Suzano serão indenizadas em R$ 100 mil

Publicado em 14/03/2019, às 14h34
O governador do Estado de São Paulo, João Doria recebe no Palácio dos Bandeirantes o Ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, acompanhado do vice-governador, Rodrigo Garcia | Aloisio Mauricio/Fotoarena/Folhapress -

VEJA.com

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou que o estado vai pagar uma indenização de 100 mil reais às famílias dos alunos e funcionários mortos no massacre na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano (SP). A condição para o pagamento é ter a garantia de que os familiares não processem judicialmente o estado por causa dos assassinatos, ocorridos em um edifício público. 

LEIA TAMBÉM

O decreto com a medida será publicado nesta sexta-feira, 15, no Diário Oficial de São Paulo. Doria ressaltou que a indenização é uma atitude do governo que não depende de ações judiciais. “Não há necessidade disso [de judicialização]”, comentou. O pagamento será acertado com as famílias por meio da Prefeitura de Suzano.

O valor será pago em trinta dias, garantiu o governador em coletiva de imprensa. Os familiares terão que escolher entre entrar com um processa na Justiça ou receber a indenização. “Evidentemente, cada familiar pode tomar a decisão de receber ou preferir demandar judicialmente o Estado. Obviamente está dentro do seu direito”, afirmou.

Doria foi à escola na quarta-feira 14 logo após os assassinatos. Ele afirmou, emocionado, que o ataque foi a cena mais triste que já assistiu em toda a sua vida. “Fiquei chocado com o que vi”, disse no colégio onde aconteceu o crime. O governador declarou luto oficial de três dias no estado de São Paulo.

O massacre
O crime aconteceu na manhã desta quarta-feira, 13, quando Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, de 25 anos, entraram na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano (SP), na região metropolitana de São Paulo. Eles abriram fogo contra funcionários e alunos da institução e deixaram foram responsáveis pela morte de oito pessoas. Após o crime, Taucci atirou em Luiz e se suicidou.

A Polícia Militar encontrou com os criminosos diversas armas: um revólver, uma besta, arco e flecha, garrafas de coquetel molotov – arma química incendiária – e machadinha. Chegou a chamar a atenção um objeto não identificado, que, por um momento, suspeitou-se ser uma bomba, o que não se confirmou.

O vídeo de uma câmera de segurança da escola registrou o momento em que Guilherme Taucci entra na escola, saca a arma e dispara aleatoriamente contra os estudantes e funcionários que estavam em frente à secretaria do colégio, pouco depois da entrada. Na sequência, ele segue para um outro ambiente, não filmado, e aparece Castro, que, com a machadinha, tenta impedir a fuga de estudantes e chega a atingir alguns.

Gostou? Compartilhe

LEIA MAIS

Vídeo: criança fica com farpa de madeira presa nas amígdalas após comer carne moída Bolsonaro apresenta piora da função renal, diz boletim médico Troca de advogado de Vorcaro sinaliza possível delação premiada Polícia fecha centro de treinamento do CV para adolescentes em ilha de área indígena