O Globo
Os 10 suspeitos presos durante a "Operação Leakage", deflagrada na Bahia, na quarta-feira (7), são investigados por participação em um esquema de tráfico internacional de drogas. As investigações apontam que cada um possuía uma tarefa específica no grupo criminoso, que trazia para Salvador e outras cidades do estado toneladas de drogas oriundas do Paraguai.
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Além da capital, a operação cumpriu mandados de prisão em Feira de Santana e Camaçari, também na Bahia, e em Cascavel, no Paraná. Uma das prisões aconteceu em flagrante em um galpão, onde foram encontradas aproximadamente uma tonelada de drogas, entre maconha, crack e cocaína.
Também foram cumpridos 37 mandados de busca e apreensão, que resultaram na localização de drogas, armas, balanças de precisão, celulares, uma máquina de contar dinheiro, além de outros aparelhos eletrônicos.
Conforme informações da TV Bahia, o grupo já era monitorado há cerca de 10 meses pelo Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc). Cerca de R$ 25 milhões em bens e veículos relacionados aos investigados foram apreendidos pela polícia.
Os suspeitos presos foram identificados como:
Em nota, a Osid confirmou que Malena S. de Moura trabalhava no hospital e se colocou à disposição das autoridades para as informações necessárias. A instituição ainda ressaltou que não é investigada.
Segundo a Polícia Civil, a droga era comprada no Paraguai e passava pelo Paraná. De lá, o grupo enviava maconha e cocaína para Salvador e outros municípios baianos. As toneladas de drogas eram movimentadas mensalmente e o material ilícito distribuído para diferentes organizações criminosas.
"Além de revender as drogas do fornecedor, desviavam, sem o conhecimento deste, parte do carregamento para revendas paralelas. [...] No final das contas, acabou se 'desbaratando' em torno de quatro grupos criminosos que atuavam na reserva de drogas aqui", detalhou Adriano Moreira, diretor-adjunto do Denarc, à TV Bahia.
Galpões, imóveis e carros alugados
Para armazenar as drogas, o grupo utilizava galpões. Os investigadores também identificaram uma estratégia para dificultar o rastreamento dos integrantes e da estrutura usada no tráfico: o aluguel de dezenas de imóveis e veículos.
Segundo a Polícia Civil, os suspeitos utilizavam temporariamente casas e carros, o que dificultava a identificação dos locais e veículos ligados ao esquema.
Grupo criminoso pode estar envolvido com tráfico de armas
As investigações identificaram outros grupos que teriam surgido a partir da organização investigada e pessoas responsáveis por receber e distribuir os entorpecentes em diferentes cidades baianas. Além do tráfico de drogas, a Polícia Civil encontrou indícios de envolvimento de integrantes do grupo com o comércio ilegal de armas de fogo.
As investigações continuam para esclarecer a participação de cada um dos suspeitos e identificar outras pessoas que possam fazer parte da rede.
A Operação Leakage é conduzida pelo Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), por meio da 3ª Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (3ª DTE/BTS), com apoio de outros departamentos da Polícia Civil da Bahia e de equipes das polícias Civil e Militar do Paraná.
Cerca de 130 policiais participaram da operação. Em Salvador, os mandados foram cumpridos nos bairros de Stella Maris, Gamboa, Itapuã, Cidade Nova, São Caetano e Engenho de Brotas.
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