FBI descobre delegacia de polícia chinesa clandestina dentro da cidade de Nova York

Publicado em 17/04/2023, às 17h36
Pixabay -

g1

Uma operação nos Estados Unidos descobriu a existência de uma delegacia de polícia clandestina dentro de Nova York. Duas pessoas foram presas.

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Segundo a Procuradoria dos EUA de Nova York, a estação policial ficava em Chinatown, um bairro com forte presença de imigrantes asiáticos, com restaurantes e lojas temáticos - e não tinha licença para funcionar.

Em nota, a Procuradoria disse que os homens realizavam operações policiais sem qualquer aprovação diplomática prévia para isso.

Dois homens foram presos no local acusados de conspirar a favor do governo chinês. O FBI denunciou também 34 oficiais da polícia nacional da China que, segundo as investigações, estão envolvidas no caso por "repressão transnacional".

Segundo o jornal "The New York Times", agentes do FBI chegaram a revistar o posto policial chinês no fim do ano passado.

China busca ativistas - O Departamento de Justiça dos EUA tem se esforçado para impedir que o governo chinês localize ativistas pró-democracia ou críticos do governo chinês no território americano.

O "posto avançado da polícia" da China até prestava alguns serviços básicos, como ajudar os cidadãos chineses a renovar suas carteiras de motorista chinesas, mas também tinha uma função mais “sinistra”, incluindo ajudar o governo chinês a localizar um ativista pró-democracia de ascendência chinesa que vive na Califórnia.

EUA x China - A descoberta do posto policial clandestino chega em um dos momentos de maior tensão entre Estados Unidos e China dos últimos anos.

No início deste ano, um balão chinês foi visto sobrevoando a Costa Oeste dos EUA. Washington afirmou se tratar de um equipamento de espionagem. Pequim negou inicialmente, mas não voltou a falar do assunto.

O balão, que tinha o tamanho de três ônibus, foi derrubado pelas Forças Armadas dos EUA dias depois, e o Pentágono afirmou ter achado sistemas de vigilância dentro dele. A suspeita é a de que eles tentavam recolher informações de bases militares norte-americanas.

No mês seguinte, em março, o presidente chinês, Xi Jinping, foi à Rússia e se reuniu com o presidente do país, Vladimir Putin, em Moscou, em uma demonstração de alinhamento. Especialistas apontam que Pequim deve ganhar mais protagonismo na guerra da Ucrânia este ano, ao lado da Rússia.

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