Fed: melhores políticas fiscais e regulatórias podem melhorar a produtividade

Publicado em 21/08/2016, às 18h39
-

Redação

O vice-presidente do Federal Reserve (Fed), Stanley Fischer, defendeu neste domingo melhores políticas fiscais e regulatórias que poderiam impulsionar a taxa de crescimento da produtividade e ajudar o banco central a evitar ter de diminuir as taxas de juros para perto de zero novamente.

Em um discurso no Instituto Aspen, Fischer expressou preocupação com a recente baixa taxa de crescimento da produtividade, definida como produção por trabalhador. A presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, tem apontado para a diminuição do crescimento da produtividade como uma possível explicação para o prolongado período econômico de crescimento mais lento e taxas de juros mais baixas.

Fischer não comentou sobre o próximo aumento da taxa de juros.

No longo prazo, a produtividade é um componente importante para a melhora nos salários, nos padrões de vida e no crescimento econômico. Seu ritmo lento de expansão nos últimos anos tem sido um sério problema para os formuladores de políticas públicas, que dizem não estar bem preparados para enfrentá-lo. Fischer pediu que formuladores de políticas fiscais façam os investimentos necessários para aumentar a produtividade.

"Embora haja discordância sobre quais políticas seriam mais eficazes, alguma combinação de melhoria da infraestrutura, melhor educação, mais incentivo para o investimento privado e uma regulamentação mais eficaz, todas provavelmente têm um papel a desempenhar na promoção de um crescimento mais rápido da produtividade e do padrão de vida - e também na redução da probabilidade de que a economia e, particularmente, o banco central terá, no futuro, de lidar mais do que é necessário com a taxa de juros perto de zero", disse ele.

Ao mesmo tempo, Fischer soou otimista sobre as perspectivas de curto prazo para a economia dos EUA, observando que o crescimento do emprego tem sido sólido e a inflação, embora inferior à meta do Fed de 2%, está "perto o bastante".

"Eu acredito que é uma notável, e talvez subvalorizada, conquista que a economia tenha voltado a um quase pleno emprego em um tempo relativamente curto após a Grande Recessão, dada a experiência histórica posterior a uma crise financeira", disse ele.

LEIA TAMBÉM

Gostou? Compartilhe

LEIA MAIS

Por que os custos da morte também devem entrar na conta do mês Cesta básica ficou mais cara em apenas duas capitais; Maceió é uma delas Isenção da “taxa das blusinhas” em compras até US$ 50 é sancionada Novas regras da CNH geram economia de R$ 9,6 bilhões a motoristas em oito meses, diz governo