Felca se manifesta após condenação de Hytalo Santos e Israel Vicente

Publicado em 25/02/2026, às 16h47
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CNN Brasil

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O influenciador e youtuber Felipe Bressanin Pereira, conhecido como Felca, comentou nas redes sociais a condenação de Hytalo Santos e do marido dele, Israel Vicente, sentenciados pelo Tribunal de Justiça da Paraíba pelo crime de exploração sexual de adolescentes na internet.

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A decisão foi proferida no último fim de semana pelo Juízo da 2ª Vara Mista de Bayeux, que condenou Hytalo a 11 anos e 4 meses de reclusão e Israel a 8 anos e 10 meses, com base no Estatuto da Criança e do Adolescente e no Código Penal.

Em publicação feita nesta terça-feira (24), Felca afirmou que a condenação é resultado da mobilização em torno do caso.

“Hytalo Santos foi enfim condenado a 11 anos de prisão depois de investigação da denúncia de exploração de conteúdo infantil. O crédito é de cada um de vocês que acompanharam e deram atenção ao caso. A conscientização que fizemos importa”, escreveu. Em seguida, reforçou: “Nunca pare de denunciar, expor o que tá errado, compartilhar informações e lutar pelo que acredita. Somos fortes e a justiça pode demorar, mas chega”.

Segundo a decisão do último fim de semana, Hytalo e Israel mantinham uma espécie de “reality show” com o objetivo de obter lucro por meio da produção de conteúdo para redes sociais. De acordo com a denúncia do Ministério Público da Paraíba, acolhida pelo juiz, o casal transformou a própria residência, em um condomínio de luxo, em ambiente de gravação contínua, expondo adolescentes a situações de risco.

Ainda conforme a decisão, o conteúdo tinha forte apelo erótico e sexualizado e envolvia adolescentes em situação de vulnerabilidade, chamados pelos réus de “crias”. Para o magistrado, os influenciadores criaram um “verdadeiro e sórdido ‘reality show’”. Atraídos por promessas de melhoria de vida, os jovens viviam em um contexto de permissividade, com fornecimento de bebidas alcoólicas, enquanto necessidades básicas, como alimentação adequada e educação, eram negligenciadas.

A sentença afirma que o esquema provocou danos e uma ruptura no desenvolvimento psicológico das vítimas, ao induzi-las a buscar validação na internet “apenas por meio da exibição de seus corpos”.

Nesta terça-feira (24), a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba negou mais um habeas corpus apresentado pela defesa de Hytalo e Israel. Após rever o voto apresentado no início do julgamento, o relator, desembargador João Benedito, passou a acompanhar a maioria, e a manutenção da prisão preventiva do casal foi confirmada por unanimidade.

O julgamento havia começado em 10 de fevereiro, quando o relator entendeu que medidas como uso de tornozeleira eletrônica, proibição de deixar os municípios de João Pessoa e Bayeux e vedação de contato com as vítimas e seus familiares seriam suficientes para garantir o andamento do processo. Após pedido de vista de Ricardo Vital, o caso voltou à pauta nesta terça, quando a maioria acompanhou o entendimento pela manutenção da prisão.

Ao justificar o voto contrário à soltura, Ricardo Vital afirmou que permanecem válidos os fundamentos que embasaram a decretação da custódia cautelar, como o risco de destruição de provas, intimidação das vítimas e possibilidade de fuga, sem alteração do cenário fático que autorizasse a revisão da decisão.

O caso ganhou repercussão nacional em agosto do ano passado, após Felca divulgar um vídeo com denúncias envolvendo o influenciador paraibano. Desde 15 de agosto, Hytalo Santos e Israel Vicente estão presos. Detidos inicialmente em São Paulo, eles foram transferidos para a Paraíba e permanecem em prisão preventiva desde o dia 28 daquele mês, na Penitenciária Desembargador Flósculo da Nóbrega, conhecida como Presídio do Róger, em João Pessoa.

A defesa de Hytalo e Israel criticou a decisão em nota oficial. Segundo o comunicado, ao longo da instrução processual foram apresentadas provas e testemunhas que atestariam a inocência dos influenciadores. “Decisão que, lamentavelmente, revela não apenas fragilidade jurídica, mas também traços inequívocos de preconceito”, afirma um trecho da manifestação da assessoria jurídica do casal.

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