Feminicídio: cabo PM é indiciado pela morte da mulher

Publicado em 21/03/2018, às 12h23

Redação

O delegado Robervaldo Davino, do 6° Distrito da Capital, concluiu e enviou à Justiça o inquérito policial que investigou o assassinato da Expedita da Silva, de 32 anos, morta pelo marido, o cabo PM Ivan Augusto dos Santos Júnior, no apartamento do casal, no Residencial Costa Norte, Sítio São Jorge, na tarde do dia 19 de janeiro deste ano.

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O militar foi indiciado por crime de feminicídio, com a agravante de ter sido praticado na presença de uma filha menor, de 13 anos.

Segundo o delegado, o cabo PM Ivan confessou a autoria do assassinato, praticado após uma discussão no interior do apartamento, e continua detido, após ter a prisão preventiva decretada.

Além da pistola calibre 380, usada no crime, a polícia apreendeu também outra pistola, calibre .40, ambas de propriedade do militar e devidamente registradas.

A perícia realizada pelo Instituto de Criminalística (IC) confirmou que os projetis recolhidos pela equipe do 6° DP, no quarto do casal, foram deflagrados pela pistola 380 do militar.

“Essa é mais uma prova da autoria do crime”, disse o delegado Davino, que enviou cópia do inquérito à Delegacia dos Crimes Contra a Criança, após obter a informação de que o cabo PM Ivan costumava agredir a filha mais velha. O casal tinha duas filhas.

A polícia apurou ainda, por meio de depoimentos de testemunhas, que a mulher era agredida com frequência pelo acusado, que prometia matá-la se ela denunciasse as agressões. “No dia do crime, ela disse que iria contar tudo à polícia”, acrescentou o delegado.

Expedita da Silva ainda chegou a se internada no Hospital Geral do Estado (HGE), mas acabou morrendo. O laudo cadavérico atestou que ela sofreu uma septicemia (infecção) generalizada, causada pelo tiro que atingiu seu abdômen.

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