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O integrante da equipe de apoio da escola de samba União de Maricá, vítima de um acidente com um carro alegórico nesta madrugada na Marquês de Sapucaí, foi submetido a uma cirurgia para restabelecer a vascularização da perna, que foi prensada na grade da frisa do Setor 12. Itamar de Oliveira, de 65 anos, está em recuperação pós-operatória no Centro de Tratamento Intensivo do Hospital Souza Aguiar, no Centro do Rio.
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O paciente foi submetido a procedimento realizado por uma equipe multidisciplinar composta por 16 profissionais das áreas de cirurgia vascular e ortopedia, com o objetivo de, além de restabelecer a vascularização do membro acometido, realizar a fixação das fraturas dos membros inferiores.
O que aconteceu:
Para evitar o risco de estourar o tempo, a sexta escola a desfilar no segundo dia da Série Ouro na Marquês de Sapucaí acelerou o ritmo para chegar à Apoteose. No entanto, o último carro alegórico bateu na grade da frisa do Setor 12. Profissionais da equipe de apoio tentaram manobrar a alegoria, mas foliões do setor começaram a gritar que havia um homem preso debaixo do carro.
Além de Itamar, outras duas pessoas ficaram feridas, Rodrigo de Oliveira Carvalho, de 40 anos, teve entorse no tornozelo direito e foi levado ao Hospital Miguel Couto para exames complementares; Ivan Simão Matias, de 56 anos, foi atropelado e teve lesões superficiais, sendo liberado no posto de atendimento da Sapucaí.
Algumas pessoas chegaram a passar mal depois do acidente no Setor 12 e precisaram de atendimento no posto médico da Sapucaí. Entenda o que aconteceu.
As três vítimas ficaram prensadas contra a grade da frisa do setor 12. Rodrigo Carvalho relatou que o pé havia ficado preso. Houve correria entre integrantes da escola para tentar fazer com que o carro deixasse de pressioná-lo.
Outro envolvido no acidente conseguiu pular para dentro da frisa. Itamar de Oliveira só se soltou após a retirada da alegoria, quando caiu no chão, com a perna ensanguentada. Foi atendido pelos bombeiros e encaminhado ao Hospital Souza Aguiar. Ambas as pernas sofreram fraturas.
No momento do acidente, muitos componentes da escola estavam próximos ao portão para conferir se a Unidos de Maricá conseguiria concluir o desfile sem estourar o cronômetro, o que acabou não acontecendo, já que o carro bateu na grade justamente no ponto onde o portão seria fechado.
Além disso, houve um princípio de incêndio no segundo carro a chegar à dispersão, o que levou muitos integrantes a permanecerem por perto acompanhando a retirada dos componentes do veículo.
É o terceiro acidente desse tipo na Sapucaí na última década. Em 2017, o caso envolveu a Paraíso do Tuiuti. Em 2022, o acidente ocorreu com a Em Cima da Hora. Neste último, uma menina morreu.
Em nota, a União de Maricá informou que desde o ocorrido, a equipe da agremiação acompanha a situação de forma permanente, prestando todo o suporte necessário, inclusive com representantes no Hospital Municipal Souza Aguiar.
"A União de Maricá manifesta sua solidariedade ao Sr. Itamar de Oliveira e seus familiares. Neste momento, nada é mais importante do que a saúde e o pleno restabelecimento do envolvido", disse a escola.
A Liga RJ, que representa as escolas da Série Ouro, informou que está acompanhando de perto a situação da pessoa envolvida no incidente ocorrido durante o desfile da União de Maricá.
"Reiteramos que, imediatamente após o ocorrido, os socorristas prestaram atendimento no local e realizaram a remoção para o hospital mais próximo, onde recebe os cuidados necessários".
O caso foi registrado na 6ª DP (Cidade Nova). Segundo a polícia, uma perícia preliminar já foi realizada no local e as diligências estão em andamento para apurar as circunstâncias do fato.
Limpeza do local pode atrapalhar investigação
Cerca de 30 minutos após o acidente, peritos da Polícia Civil chegaram ao local para realizar a perícia, mas o trabalho foi prejudicado pela limpeza e alteração da cena. Grande parte do sangue e o tênis de um dos feridos foi retirado do local.
Os peritos ainda dividiram o trecho final da pista da Sapucaí com foliões da Porto da Pedra, que foi liberada para desfilar antes mesmo da chegada deles.
A grade das frisas do Setor 12 ficou danificada. Era possível ver marcas de sangue nas pontas, assim como algumas peças brilhosas, que provavelmente faziam parte da alegoria.
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