Redação
Durante a pandemia, Alexandre Mortágua transformou em livro as angústias de quem enfrentou julgamentos e a exposição desde cedo. Lançado em 2021, "Aqui, agora, todo mundo" volta a ser assunto ao virar uma peça de teatro do mesmo nome, que acaba de encerrar temporada em São Paulo e seguirá em turnê pelo país.
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Filho do ex-jogador Edmundo e da ex-modelo Cristina Mortágua, Alexandre foi reconhecido pelo pai depois de um teste de DNA. Um processo acompanhado pela mídia na época e que só hoje, muito tempo depois, o escritor de 31 anos consegue entender melhor.
"Tenho a certeza de que a Cristina que as pessoas conhecem não é a que eu conheço. A pessoa que o Edmundo era para quem o adorava não era a pessoa que eu conhecia. Essa foi a maior dificuldade: ver meus pais como seres humanos. A fama deles traz dois fatores que desumanizam muito as pessoas: minha mãe ser um símbolo sexual e meu pai ser um atleta, um homem rústico. Eu me afastar deles foi uma forma de me afastar da imagem criada e vê-los como seres humanos", disse Alexandre ao site Heloisa Tolipan.
Depois de crescer longe do pai, sendo criado pela mãe e pela avó materna, ele e Edmundo se aproximaram em 2020, quando fizeram as pazes e surgiram juntos em um registro no fim daquele ano. Antes disso, o ex-jogador chegou a ser acusado de homofóbico por não aceitar que o filho fosse gay.
“Eu acho que isso começou a ser uma questão quando envolveu a minha sexualidade, lá pelos 16 anos. As coisas aconteceram cedo demais para eu assimilar. Nunca recebi do meu pai uma coisa direta, mas isso acabava reverberando no núcleo familiar. Quando cai na criança, reverbera na mãe, reverbera na família toda", contou Alexandre.
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