Portal Léo Dias
Após Simone Mendes revelar que seu filho primogênito, Henry, de 11 anos, está realizando tratamento para crescimento, o assunto levantou questionamentos nas redes sociais entre pais sobre quando esse tipo de acompanhamento médico é realmente necessário. Diante da repercussão do caso, o portal LeoDias conversou com a endocrinologista pediátrica Amanda Soeiro, que explicou em quais situações o tratamento é indicado, como funciona a investigação médica e quais fatores influenciam a altura final de crianças e adolescentes.
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A artista contou recentemente que o primogênito Henry, de 11 anos, fruto de seu relacionamento com o empresário Kaká Diniz, iniciou um acompanhamento especializado para estimular o crescimento e já apresentou resultados nos primeiros meses. Segundo a cantora, o menino cresceu cerca de 4 centímetros em seis meses de tratamento.
Embora o caso tenha despertado curiosidade do público, a especialista explica que o tratamento para estimular o crescimento não é indicado apenas por questões estéticas ou por desejo de aumentar a altura.
“O tratamento é indicado quando existe uma causa médica que compromete o crescimento, como deficiência do hormônio do crescimento, síndrome de Turner, crianças que nasceram pequenas para a idade gestacional e não recuperaram o crescimento ou algumas doenças crônicas. Antes de indicar tratamento, é essencial uma avaliação completa da curva de crescimento, histórico familiar e exames.”
Sinais que indicam que o crescimento precisa ser investigado
Segundo a endocrinologista pediátrica, alguns sinais podem indicar que a criança está crescendo abaixo do esperado e merecem atenção dos pais e pediatras.
“Os principais sinais de alerta são queda na velocidade de crescimento, mudança na posição da criança na curva de crescimento e estatura muito abaixo do esperado para a altura dos pais. Por exemplo, para uma criança de 5 anos, espera-se uma velocidade de crescimento de cerca de 5 a 7 cm ao ano, um crescimento menor que esse merece investigação.”
Outro ponto importante é a influência genética. De acordo com a médica, a altura dos pais costuma ser um dos principais parâmetros utilizados pelos especialistas para estimar o potencial de crescimento de uma criança.
“Sim. A genética tem grande influência na altura final, cerca de 80%. Durante a avaliação clínica utilizamos o cálculo da altura alvo familiar, baseado na altura dos pais, para estimar a faixa de estatura esperada. Mesmo assim, fatores hormonais, nutricionais e doenças também podem interferir no crescimento.”
Como é feita a investigação médica
Para entender se existe algum fator que comprometa o crescimento, os médicos solicitam uma série de exames que ajudam a avaliar o desenvolvimento ósseo e hormonal da criança.
“A avaliação inclui exames como radiografia de idade óssea, exames hormonais, dosagem de IGF-1, avaliação da tireoide e investigação de doenças crônicas, testes de estímulo hormonal. A escolha depende da história clínica e da avaliação médica.”
A chamada idade óssea, segundo a especialista, é uma ferramenta essencial nesse processo de investigação.
“A idade óssea é uma avaliação da maturação dos ossos, feita por radiografia da mão e punho. Ela ajuda a entender quanto crescimento ainda é possível e auxilia na decisão sobre tratamentos.”
Além disso, os especialistas também conseguem estimar qual poderá ser a altura aproximada da criança na vida adulta.
“A estimativa é feita com base na altura dos pais, na curva de crescimento da criança e na idade óssea. Esses dados ajudam a prever o potencial de crescimento da criança e adolescente.”
Quando o tratamento precisa começar
A endocrinologista ressalta que o diagnóstico precoce costuma fazer diferença nos resultados.
“Quanto mais cedo a causa do crescimento inadequado é identificada e diagnosticada , melhores costumam ser os resultados. O tratamento precisa ser iniciado antes do fechamento das cartilagens de crescimento, que ocorre ao final da puberdade.”
Mesmo após o início da puberdade, ainda é possível obter benefícios em alguns casos.
Quando o tratamento precisa começar
A endocrinologista ressalta que o diagnóstico precoce costuma fazer diferença nos resultados.
“Quanto mais cedo a causa do crescimento inadequado é identificada e diagnosticada , melhores costumam ser os resultados. O tratamento precisa ser iniciado antes do fechamento das cartilagens de crescimento, que ocorre ao final da puberdade.”
Mesmo após o início da puberdade, ainda é possível obter benefícios em alguns casos.
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