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O Flamengo está negociando o aluguel de uma aeronave que ficará 100% do tempo à disposição do clube. O acordo deve ser fechado após a Copa do Mundo, e o plano é agilizar as viagens do time, que não dependerá mais da disponibilidade das companhias aéreas.
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A diretoria tem investido na logística visando reduzir o desgaste físico dos atletas. A negociação é para um contrato de três a quatro anos. Hoje, todos os voos do Flamengo já são fretados, mas há dificuldades, e o clube fica à mercê da disponibilidade da companhia aérea — muitas vezes não consegue escolher os horários, por exemplo, por não ter avião em solo.
Com o contrato de exclusividade, o Flamengo terá uma aeronave em chão o tempo todo, podendo escolher o horário que quer decolar tanto na ida quanto na volta ao Rio de Janeiro.
— Vamos garantir 30/35 voos com uma companhia. Se tudo der certo, essa aeronave fica em chão no Rio de Janeiro e só decola quando a gente quiser. Essa aeronave poderia prestar serviço para outros clubes, para o Flamengo fica mais barato e é conveniente para todos. Quando o Flamengo está no Rio, a aeronave estaria em chão e poderia voar com outros clubes. O que o Flamengo está comprando é ter a aeronave no chão no dia e na hora que quisermos voar. Sempre trabalhando na busca da excelência, e a logística não é diferente, ainda mais em um ano como esse. Depois da Copa do Mundo vai ser punk — explicou o presidente Bap em entrevista à Flamengo TV.
Antes de fechar o acordo, o clube fez mudanças internas e tem se organizado para marcar com antecedência os voos e escolher os melhores horários, de acordo com o calendário de treinos de cada jogo. Para se ter uma ideia sobre o investimento em logística, menos de um dia depois do sorteio da Libertadores, o Flamengo já tinha um representante em Cusco, no Peru, para viabilizar a viagem para o jogo de estreia na competição continental.
A agenda do Flamengo será intensa até a pausa para a Copa do Mundo, com o último jogo no dia 31 de maio. Nos próximos dois meses, o clube terá 18 jogos e percorrerá 27.660 km entre partidas do Campeonato Brasileiro, da Libertadores e da Copa do Brasil. Oito jogos exigirão viagens, algumas delas longas, como a do Independiente Medellín, na Colômbia, com 9.586 km, e a do Cusco, no Peru, com 6.406 km.
Após o Mundial, a agenda será ainda mais desafiadora, com as competições entrando em reta decisiva, e o calendário apertado por causa da paralisação de quase dois meses.
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