Gabriel Amorim
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, na noite deste domingo (25), que não reconhece a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e que pretende pedir a anulação das eleições. A declaração foi feita pouco tempo depois da confirmação do resultado do segundo turno.
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Flávio alegou que houve uma “quebra total de isonomia” após a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a prorrogação do horário de encerramento da votação até as 19h (de Brasília).
"O que aconteceu hoje não foi algo normal, foi algo inaceitável. Um ministro da Suprema Corte, pela primeira vez na história, ex-advogado do Lula, dá uma canetada a pedido de um ex-sócio dele e muda a regra do jogo no meio do jogo", iniciou.
“Houve uma quebra total de isonomia entre os brasileiros de diversas cidades, diferentes estados. Eu nunca vou saber se, em um estado onde as urnas não foram reabertas, quantos votos eu poderia ter. É inexplicável ter acontecido o que aconteceu”, acrescentou.
Flávio afirmou que acionará sua equipe jurídica para contestar o resultado e pedir a anulação do pleito.
“É impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto como essas coisas aconteceram. Nós vamos usar o nosso jurídico, vamos pedir anulação dessas eleições. Não vou aceitar que a regra do jogo tenha sido mudada no meio do jogo, mais uma vez, pelos amigos do Lula no STF”, disse.
O candidato do PL também alegou que fiscais do partido teriam sido retirados de uma das salas-cofres do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após a decisão de Zanin.
“Os nossos fiscais do PL foram retirados de dentro da sala-cofre a partir do momento que essa decisão foi tomada. Então, tem muita coisa para ser esclarecida antes de o Brasil reconhecer essa sacanagem que aconteceu nas eleições. Eu não vou desistir do meu Brasil”, afirmou.
ENTENDA A DECISÃO DE ZANIN
A decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou até as 19h (de Brasília), o encerramento da votação neste domingo (25), foi tmada após pedidos relacionados a dificuldades no transporte público e solicitações apresentadas pelas campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
A coligação de Lula foi a primeira a protocolar um pedido de liminar de urgência no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e alegou dificuldades de deslocamento de eleitores em municípios de diferentes estados.
A petição mencionou ocorrências em ao menos nove estados: Alagoas, São Paulo, Pernambuco, Roraima, Piauí, Paraíba, Pará, Paraná e Rio de Janeiro.
A campanha também protocolou esse pedido no Supremo Tribunal Federal (STF), quando Cristiano Zanin foi sorteado relator do pedido no STF.
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