Foragido, suspeito de matar esposa manda mensagem para família dela

Publicado em 10/02/2020, às 12h11
Reprodução / Instagram -

NE 10

O corpo da fotógrafa Leandra Jennifer da Silva, de 21 anos, que foi assassinada neste domingo (9), é velado no Cemitério da Várzea, na Zona Oeste do Recife, nesta segunda-feira (10). O principal suspeito é o marido da vítima, de 32 anos, que está foragido. Ele mandou uma mensagem para o celular do sogro nesta segunda dizendo que está arrependido do que fez e que não espera ser perdoado.

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Na mensagem, Rafael Cordeiro Lopes, que é empresário do ramo de apostas de jogo, ainda pediu para que a avó cuidasse do filho do casal, de apenas um ano e meio.

Revoltado, o pai de Leandra, senhor André da Silva, respondeu ao genro com uma mensagem de áudio bastante emocionado. “Você acabou com minha vida, Rafinha, e a de Jane. Você nem deixou minha filha criar o teu próprio filho”, desabafou. “Tu ainda fica online, tentando falar com a gente. Tu quer o que da gente? Tu é sacana”, completou.

Os pais de Leandra confessaram que nunca aprovaram a relação. Segundo eles, o suspeito era agressivo e controlador. A casa do casal, segundo revelou André da Silva, tinha várias câmeras de segurança e que eram monitoras pelo suspeito.

O crime

Uma mulher de 21 anos foi assassinada, na manhã deste domingo (09), no bairro da Madalena, na Zona Oeste do Recife. A fotógrafa Leandra Jennifer foi morta com tiros de revólver calibre 38 e o principal suspeito do crime é o companheiro dela, que após o crime fugiu e está sendo procurado pela polícia. O casal estava junto há cerca de quatro anos e tem um filho, de 1 ano de idade. A vítima também deixou um filho de 6 anos, de um casamento anterior. 

De acordo com a  mãe da vítima, os dois estavam em um bloco de carnaval juntos, nesse sábado (8), e o crime aconteceu depois que chegaram em casa. Uma discussão teria se iniciado e o homem saiu. Ao voltar, eles discutiram novamente e Rafael Cordeiro Lopes atirou na esposa. 

A vítima foi socorrida por vizinhos para o Hospital Getúlio Vargas (HGV), no bairro do Cordeiro, Zona Oeste do Recife, mas não resistiu e morreu na unidade de saúde. 

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