TNH1 com UOL
Uma operação da Polícia Federal (PF) realizada no fim de semana prendeu investigados por lavar dinheiro e financiar a compra de armas e drogas no exterior para a facção criminosa Comando Vermelho (CV). Um alvo, identificado como Arnaldo Ribeiro, negociou a compra de 10 fuzis AK-47.
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A PF e o Ministério Público Federal deflagraram a ação denominada "Red Fox" entre sexta (19) e sábado (20), no Rio de Janeiro. A operação mirou uma estrutura financeira e logística transnacional ligada ao CV.
Quatro mandados de prisão preventiva foram cumpridos contra suspeitos apontados como operadores da engrenagem financeira do grupo. Dois alvos foram localizados no Suriname, detidos por autoridades locais e deportados ao Brasil, onde acabaram presos em Belém (PA).
Outros dois investigados foram presos aqui no Brasil, um no Rio e outro em Tabatinga (AM), na região de tríplice fronteira com Colômbia e Peru. A PF diz que o alvo preso em Tabatinga era responsável por uma empresa usada no fluxo financeiro da organização na Amazônia.
Prisão de fornecedor
Entre os presos no Suriname está um investigado apontado como fornecedor e operador financeiro ligado a repasses para compra de armamentos do CV. De acordo com a PF, ele movimentou mais de R$ 150 milhões, com atuação em área de fronteira.
A PF também prendeu uma mulher no Suriname, descrita como operadora logística e financeira do esquema. A investigação mostrou que ela fez deslocamentos ao país em períodos compatíveis com movimentações suspeitas de recursos.
As identidades dos presos não foram divulgadas, por isso o UOL não pôde localizar suas defesas. O espaço segue aberto para manifestação.
Como o esquema funcionava
Para esconder a origem do dinheiro, o grupo teria usado empresas de fachada, laranjas, depósitos fracionados, transferências via Pix e contas de passagem. A PF afirma que também identificou movimentações incompatíveis com a capacidade econômica dos envolvidos.
As medidas foram autorizadas pela 5ª Vara Federal Criminal do Rio e incluem bloqueio de ativos, sequestro e indisponibilidade de bens, além de suspensão de atividades econômicas. A corporação diz que pessoas jurídicas investigadas teriam sido usadas como fachada ou para circular valores do esquema.
A Justiça autorizou bloqueios e sequestros até o limite de quase R$ 500 milhões. A PF afirma que a intenção é reduzir a capacidade econômica do grupo, evitar a dissipação de patrimônio e interromper o financiamento das atividades ilegais. As investigações continuam para localizar foragidos e aprofundar a análise financeira e de comunicações dos suspeitos.
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