Funcionária que disparou WhatsApp para Bolsonaro ganha cargo no Planalto

Publicado em 18/01/2019, às 11h59
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A funcionária da agência de comunicação que contratou disparos em massa de mensagens de WhatApp para a campanha presidencial de Jair Bolsonaro (PSL) foi nomeada para um cargo comissionado na Secretaria-Geral da Presidência e deve despachar a poucos metros do presidente. Questionado pelo UOL, o governo diz que a contratação se deu por "critério técnicos".

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Com salário de cerca de R$ 10,3 mil, Taíse de Almeida Feijó será assessora do gabinete do secretário-geral da Presidência, Gustavo Bebianno, um dos principais articuladores da campanha. A nomeação foi feita no Diário Oficial da União na segunda-feira (14). 

Taíse trabalhou para agência de comunicação AM4 Inteligência Digital, empresa contratada pelo PSL para a campanha de Jair Bolsonaro à Presidência. Segundo a agência, Taíse era a funcionária responsável pela contratação das mensagens enviadas por meio do WhatsApp.

Em 18 de outubro de 2018, a Folha revelou que empresas compraram pacotes de disparos em massa de mensagens contra o PT no WhatsApp. A prática é vedada pela legislação eleitoral e pode ser enquadrada como doação ilegal de empresas. O caso é alvo de investigações conduzidas pela Polícia Federal e junto ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral). ​

O portal UOL revelou que tanto o PT como a campanha de Bolsonaro, que inicialmente havia negado o uso do WhatsApp durante o período eleitoral, haviam usado o mesmo sistema de disparo em massa de mensagens. 

Critérios

A reportagem questionou a Secretaria-Geral da Presidência sobre os motivos que levaram à nomeação de Taíse de Almeida Feijó. O órgão também foi questionado se tinha informações sobre os detalhes da atuação dela durante a campanha eleitoral. 

Em nota, o órgão comandado por Bebianno respondeu que a nomeação de Taíse se deu por "critérios técnicos, após avaliação curricular e entrevista".  

Ainda de acordo com a nota, a "Secretária-geral da Presidência da República não avalia para admissão de seus profissionais a experiência em empresas específicas, mas os resultados obtidos na sua trajetória profissional (pública ou privada) além dos princípios da administração pública federal". 

A reportagem não conseguiu localizar Taíse Feijó. Procurada por e-mail e telefone, a assessoria de imprensa da agência AM4 enviou uma nota em que afirma que a funcionária foi desligada. "A sra Taise Feijo não trabalha mais no Grupo AM4. Com o fim do processo de transição, o sr Marcos Carvalho reassumiu suas funções de CEO na Companhia. Qualquer outra questão deverá ser apurada diretamente com o governo", afirmou a AM4 em nota.

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