Gato pode ter iniciado vazamento de gás que causou explosão em restaurantes em Teresina, diz perícia

Publicado em 09/03/2023, às 16h52
Perícia Criminal -

g1

A Perícia Criminal concluiu a análise da explosão que destruiu dois restaurantes na Zona Leste de Teresina, em dezembro de 2022. Segundo o laudo, um gato que caminhava pela cozinha do restaurante durante a madrugada pode ter causado, acidentalmente, o vazamento de gás.

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"Estava presente no local [cozinha do restaurante] um animal doméstico de estimação, um gato, que transitava pela cozinha em vários pontos e em horário compatível com o momento em que o vigilante sente o vazamento de gás [...] O felino que possuía porte e tamanho compatível para um possível acionamento acidental de equipamento ou em outro caso até mesmo retirada de mangueira de acoplamento", diz o laudo pericial.


Foto: Perícia Criminal

Vazamento faísca - Segundo a investigação, um vigilante do restaurante sentiu um forte cheiro de gás na cozinha do restaurante por volta da 3h24. O gás teria vazado por pelo menos 3 horas, até que às 6h25, um auxiliar de manutenção que havia dormido dentro do restaurante chega e também percebe o cheiro do gás.

O auxiliar então acionou um exaustor presente na cozinha, na tentativa de dissipar o gás que estava confinado. Entretanto, o interruptor do exaustor causou uma faísca, que foi o 'gatilho' para a explosão.

O auxiliar de manutenção sofreu queimaduras e ficou desacordado após a explosão. Momentos depois, ele acordou e buscou socorro no estacionamento do restaurante, onde já estava uma ambulância. 

Laudo aponta outras hipóteses - O estudo levanta ainda outras duas hipóteses para o início do vazamento do gás: problemas com equipamentos de rede de gás do restaurante.

Uma delas é que uma falha em um regulador de pressão da rede de gás causou uma pressão muito alta, forçando o surgimento de vazamentos. Contudo, não foi possível realizar testes no regulador, porque ele não foi entregue aos peritos.

"[O regulador] estava instalado na central de gás e que seria necessário para ser removida a utilização de ferramentas específicas e técnico especializado para evitar novo vazamento e/ou defeito no equipamento, ficando acordado de após a sua retirada fosse encaminhado para o Instituto de Criminalística, fato que foi enviado por duas vezes, mas constatado que não seria o regulador original que estava na casa de gás no dia do fato", explicam os peritos. 

A outra hipótese é a de falha em algum outro equipamento, sejam falhas na fabricação, instalação ou operação. Mas a situação de destruição dos restaurantes impossibilitou a análise apurada de todos os equipamentos da cozinha.

O laudo apontou ainda para uma possível omissão ou negligência do vigilante que ouviu o barulho de vazamento e sentiu cheiro de gás logo depois do início, por volta das 3h.

"[...]sem podermos dizer se por negligência ou omissão do mesmo ou por falta de conhecimento e treinamento repassado, o mesmo ao sentir o cheiro de gás, e logo nos primeiros minutos, tivesse se dirigido ao local da central de gás e fechado o registro geral, teria estancado o vazamento e não teria havido a explosão e os danos consequentes", diz o laudo.

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