Gestante perde bebê após procurar hospital com dores intensas e ser diagnosticada com "gases"

Publicado em 04/03/2026, às 20h18
- Foto: Reprodução/The Mirror

Redação

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Uma gestante de 34 semanas perdeu a filha dias após procurar atendimento médico com dores intensas e receber o diagnóstico de gases.

Segundo relatou ao The Mirror, Kimberley Newark, de 32 anos, procurou o hospital Princess Royal Hospital, em Sussex, na Inglaterra, após desmaiar e apresentar fraqueza, tontura e dor intensa em setembro de 2024.

“Fui ao hospital porque desmaiei, estava fraca, tonta e com uma dor excruciante, que eu sabia que não era normal. Disseram que eu estava com gases e me administraram Buscopan, além de analgésicos e soro intravenoso. Minha dor nunca diminuiu e descobri que estava com hemorragia interna”, contou a mulher.

De acordo com a família da mulher, os profissionais que a atenderam atribuíram seus sintomas a flatulências e orientaram que o companheiro de Kimberley, Yann Trupiano, voltasse para casa e retornasse ao hospital no dia seguinte.

Hemorragia e cesárea de emergência

Pouco depois da saída do rapaz, os médicos identificaram que um grande vaso sanguíneo próximo ao estômago da mulher havia se rompido, provocando hemorragia interna. Kimberley perdeu aproximadamente 14 litros de sangue e foi submetida a uma cesariana de emergência.

A bebê, Olivia, nasceu em estado grave e precisou de reanimação. Ela foi diagnosticada com encefalopatia hipóxico-isquêmica grave, condição que acontece quando o cérebro do recém-nascido é privado de oxigênio ou fluxo sanguíneo adequado.

Kimberley foi colocada em coma induzido, e mãe e filha foram transferidas para o Royal Sussex County Hospital, em East Sussex. Olivia, contudo, não resistiu e morreu cinco dias depois.

“Nossa filha morreu e Kimberley quase morreu também. Eu confiei na equipe médica. Me disseram para ir para casa à noite e voltar pela manhã, e acreditei que Kimberley estava em boas mãos. Pouco depois de sair, recebi uma ligação dizendo que ela estava fazendo uma cesariana de emergência e que seu estado era crítico”, relembrou Yann na entrevista.

Desdobramento do caso

O casal afirmou que, apesar de ter manifestado preocupação com o agravamento do quadro clínico, se sentiu “ignorado e desconsiderado”. “Isso nos devastou completamente. Queremos uma explicação clara sobre por que isso aconteceu e por que nossas preocupações não foram levadas em consideração”, desabafou Kimberley. A família contratou o escritório de advocacia para investigar o atendimento.

Além disso, duas revisões internas sobre o atendimento foram realizadas e uma audiência preliminar no tribunal de inquérito em Brighton apontou que há motivos para investigar se a morte não foi natural. O inquérito segue em andamento.

Em nota à BBC, a enfermeira chefe do Royal Sussex County Hospital, Maggie Davies, afirmou: “Lamentamos profundamente a perda de Olivia e o trauma e a dor que sabemos que isso causou a todos na família, mas entendemos perfeitamente que nada que possamos dizer pode mudar a intensa sensação de perda que eles sentem.”

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