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Dias após trocar farpas com Adson Batista, presidente do Atlético-GO, o goleiro Paulo Vítor fez um pronunciamento e mimimizou o ocorrido no pós-jogo da vitória contra o Goiás, no último sábado (26), pela Série B.
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"Estou aqui para esclarecer o que aconteceu no final de semana. Cheguei no jogo bem pilhado, mas está tudo certo entre mim e o presidente. Nosso objetivo é maior na competição, que é chegar no final da temporada e conquistar o acesso. Está tudo certo. Vamos continuar lutando e honrando as cores do clube".
O que aconteceu
Enquanto deixava o gramado da Serrinha após a vitória no clássico contra o Goiás, Paulo Vítor apontou em direção a um camarote onde estava pesente a diretoria do Atlético-GO — incluindo o presidente Adson Batista — e fez fortes declarações sem citar nomes: "É pra você, é pra você. Falastrão. Eu joguei 11 anos na Europa. Falastrão. Eu sou homem pra c...", disse o goleiro do Dragão.
Na zona mista, o mandatário do Atlético respondeu e chamou Paulo Vítor de "doido varrido". Adson Batista também admitiu que pilha os jogadores e que não faz questão que os atletas gostem dele, mas exigiu respeito.
"Eu não entendi muito bem, porque ele é doido, ele é doido varrido, muito doido. Só que eu pilho mesmo. Jogador que já trabalhou comigo sabe que clássico é diferente e, se não entrar com esse espírito, não vai ganhar. [...] Eu não gosto de jogador, gosto do Atlético e de mim, mas eu respeito eles. Não quero que eles gostem de mim, mas tem que me respeitar. Se não me respeitar, eu corto o pescoço na hora certa".
O presidente do clube goiano também disse não saber se a fala do goleiro foi para si e revelou uma conversa entre eles na véspera da partida. Na visão de Adson Batista, o Atlético não podia entrar com o mesmo espírito que jogou na derrota para o São Bernardo, na semana retrasada.
"[Desgaste] Nenhum. Se foi para mim, eu tenho que apurar. Ontem, ele sentou na minha frente com o resto da defesa. Conversei olho no olho, coloquei claramente o que aconteceu. Se entrássemos com o mesmo espírito que foi contra o São Bernardo, íamos perder feio aqui. O espírito foi outro".
Antes do clássico, o mandatário do Dragão já tinha cobrado personalidade dos jogadores. Para o dirigente, o elenco não pode se sentir pressionados por estar brigando na parte de cima da tabela — o Atlético está em 6º lugar, dentro da zona de playoffs para o acesso.
"Jogador tem que ser pressionado mesmo. Eu cumpro com eles, e eles têm que cumprir comigo e entregar. Nós temos que parar com esse 'mimimi' no futebol, jogador 'Nutella'. Jogador tem que ser bastante concentrado e ter personalidade. Se não tiver personalidade, tem que trabalhar com outra coisa. No futebol, você vai ser sempre pressionado e cobrado pelos torcedores".
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