Governo aumenta em 11% expulsão de servidores por irregularidades

Publicado em 12/12/2018, às 14h47
Edifício do Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU), em Brasília | VEJA.com/Divulgação -

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O Governo Federal expulsou 566 servidores públicos federais por atividades contrárias à lei, de janeiro a novembro de 2018, segundo levantamento divulgado pelo Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU) nesta quarta-feira. O número é 11% maior em comparação com o ano passado e é o mais alto desde 2003.

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O principal motivo das punições foi a prática de atos relacionados à corrupção, com 371 penalidades (65,5% dos casos). Do total de expulsões, 467 servidores efetivos foram demitidos; 73 tiveram suas aposentadorias cassadas; e 26 ocupantes de cargos em comissão foram destituídos.

De 2003 a novembro de 2018, foram expulsos 7.281 funcionários públicos. O ministro Wagner Rosário afirmou que o governo está aprimorando os mecanismos para que os problemas não voltam acontecer. “A gente vai aprendendo com os casos de corrupção, criando mecanismos preventivos para combatê-los”, completou.

O levantamento da CGU também divulgou ações quer permitiram a recuperação de 7,23 bilhões de reais para os cofres públicos até novembro de 2018. O balanço foi dividido em três eixos de atuação do órgão de controle: prevenção, detecção e punição. Segundo a pasta, os valores incluem cancelamento de licitação ou de contrato, recuperação de valores pagos indevidamente e redução de custos.

Os números divulgados pelo ministério mostram que, somente com o pagamento à beneficiários já falecidos, no âmbito do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), foram economizados 5,8 bilhões de reais. 

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