Governo da Bahia suspende festas de São João pelo 2º ano seguido

Publicado em 17/05/2021, às 13h22
Pei Fon / Secom Maceió -

Folhapress

O governador da Bahia, Rui Costa (PT), anunciou nesta segunda-feira (17) que proibirá a realização de festas durante o período junino para evitar um novo avanço da pandemia do novo coronavírus.

LEIA TAMBÉM

Este será o segundo ano seguido que o estado não terá festas de São João, data que movimenta todos os 417 municípios baianos e é marcada por grandes comemorações em cidades médias como Amargosa, Cruz das Almas e Senhor do Bonfim.

"Não permitiremos a realização de festas de São João em nenhuma cidade, nenhuma região da Bahia. Temos que ter responsabilidade neste momento. Fazer festa agora é desrespeitar a vida humana", afirmou o governador baiano em uma rede social.

Além de emitir um decreto proibindo a realização de festas públicas e privadas no período, o governo da Bahia também vai suspender o transporte intermunicipal de passageiros durante as datas festivas.

A ideia é limitar ao máximo a circulação de pessoas no estado, a fim de evitar um aumento do número de contágios de Covid-19.

No ano passado, a Bahia viveu uma explosão de novos casos da Covid-19 em cidades do interior após o período junino.

Na ocasião, o governo do estado também emitiu um decreto proibindo as festas. Mesmo assim, muitas famílias mantiveram a tradição do reencontro: acenderam suas fogueiras e reuniram-se em comunidades rurais, sítios e casas nas cidades do interior do estado.

Dados da secretaria de Saúde da Bahia apontam que pelo menos 14 cidades tiveram um crescimento acima de 1.000% dos casos do novo coronavírus entre os dias 23 de junho e 07 de julho do ano passado.

Outros 178 municípios tiveram avanço de novos casos entre 100% e 1.000% no mesmo período, quando a média de crescimento total foi de 87,3% na Bahia e de 45,6% no Brasil.

As cidades que à época registraram forte crescimento nos casos de Covid-19 eram na maioria pequenas e não tinham infraestrutura para atendimento de pacientes graves da doença.

O cancelamento das festas deve gerar um novo baque financeiro na economia das cidades do interior. O governo estima que o São João movimente cerca de R$ 550 milhões na economia do estado.

Em 2019, apenas as prefeituras baianas investiram cerca de R$ 190 milhões em serviços relacionados às festas, como a montagem de estruturas, atividades culturais e contratação de artistas.

Já as 60 maiores festas privadas de São João, São Pedro e Santo Antônio arrecadaram cerca de R$ 110 milhões e atraíram cerca de 500 mil pessoas.

Além da perda na arrecadação, o cancelamento das festas também representará baixas do ponto de vista cultural, turístico e de geração de empregos.

As cidades baianas costumam gerar entre 40 mil e 50 mil postos de trabalho temporários no mês de junho.

Gostou? Compartilhe

LEIA MAIS

'Difícil aceitar que perdi Raíssa por causa de uma fatia de pizza', diz namorado de mulher morta após comer em pizzaria Pizza de carne na nata pode ter causado infecção que matou mulher na PB Duas crianças morrem presas em grade tentando fugir de incêndio em Recife Homem invade prédio da ex e atira 20 vezes contra porta de apartamento