Revista Crescer
Aos 39 anos, Molly Poenitzsch estava grávida de 35 semanas do terceiro filho quando sofreu um acidente vascular cerebral (AVC). A mulher, que mora no Texas, nos Estados Unidos, precisou ser levada às pressas ao hospital. Durante os 16 dias de internação, sofreu outros dois AVCs e passou por uma cesárea de emergência para o nascimento da filha, Rose.
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Aos 39 anos, Molly Poenitzsch estava grávida de 35 semanas do terceiro filho quando sofreu um acidente vascular cerebral (AVC). A mulher, que mora no Texas, nos Estados Unidos, precisou ser levada às pressas ao hospital. Durante os 16 dias de internação, sofreu outros dois AVCs e passou por uma cesárea de emergência para o nascimento da filha, Rose.
Na infância, Molly também teve uma convulsão. Anos depois, por volta dos 14 ou 15 anos, perdeu repentinamente a capacidade de falar enquanto conversava ao telefone para combinar uma carona para a escola.
Hoje, a norte-americana acredita que o episódio possa ter sido um ataque isquêmico transitório, conhecido popularmente como "mini-AVC", embora não tenha recebido esse diagnóstico na época.
Durante a gravidez, Molly voltou a apresentar sintomas graves. Enquanto estava em casa enquanto o marido, James, dava banho aos dois filhos do casal, Archer, de 6 anos, e Leo, de 3, Molly começou a sentir uma dor intensa e a vomitar. Ao perceber que a mulher tinha dificuldade para formar frases e responder adequadamente às perguntas, James acionou o serviço de emergência.
Molly foi levada ao Memorial Hermann, no Texas Medical Center, onde ficou internada na unidade de terapia intensiva neurológica. Diante do quadro, a equipe médica decidiu antecipar o parto de Rose por meio de uma cesárea.
A internação também foi marcada pela separação entre mãe e filha. Durante quase uma semana, Molly só conseguia ver a recém-nascida algumas vezes por dia, quando uma enfermeira do berçário a levava até o quarto. A equipe médica procurou tornar o período menos difícil e decorou o quarto para celebrar o nascimento da bebê.
"Não desista de encontrar respostas"
Durante a internação, Molly recebeu o diagnóstico de doença de Moyamoya, uma condição rara em que as principais artérias responsáveis por levar sangue ao cérebro ficam estreitas ou bloqueadas. Para compensar a redução do fluxo sanguíneo, pequenos vasos se formam, mas são frágeis e podem se romper, provocando hemorragias cerebrais. A doença também pode causar dores de cabeça, convulsões e AVCs.
As causas da condição ainda não são totalmente conhecidas, embora ela possa ter origem familiar. De acordo com a Mayo Clinic, a doença é mais frequente em mulheres e em pessoas de ascendência asiática.
"Eu não entendia muito bem meus sintomas na época, mas, depois de receber meu diagnóstico recentemente, tudo fez sentido", contou Molly.
Molly e James são fisioterapeutas e trabalham com pacientes em recuperação de AVCs. Ela acredita que a experiência do marido pode ter ajudado a reconhecer a gravidade da situação. "Talvez conhecer os sinais de um AVC tenha ajudado meu marido a chamar a ambulância a tempo, o que salvou minha vida", afirmou.
Atualmente, Molly segue em recuperação. Ela ainda apresenta perda de sensibilidade na perna direita e dificuldades de memória recente, mas não tem sequelas motoras e já voltou ao trabalho. Rose, que está com 8 meses, também está saudável.
Ao compartilhar sua história, Molly espera incentivar outras pessoas a procurar ajuda diante de sintomas sem explicação. "Eu diria que é definitivamente importante buscar respostas para quaisquer sintomas inexplicáveis. Não desista de encontrar respostas, porque isso pode salvar sua vida", afirmou.
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