Grupo desconhecido se responsabiliza por ataque a Maduro e o chama de "Operação Fênix"

Publicado em 05/08/2018, às 22h06

Redação

Um grupo desconhecido autointitulado "Movimento Nacional de Soldados de Camiseta" assumiu responsabilidade pela autoria do suposto atentado contra o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, chamando o incidente de "Operação Fênix".

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Em uma conta nas redes sociais, o grupo divulgou fotos e vídeos do momento do incidente, quando Maduro fazia discurso pelos 81 anos da Guarda Nacional, em Caracas, neste sábado (4).

"Assim nós zombamos de uma ditadura boa para matar o povo de fome mas covarde quando chega a hora", escreveu o grupo junto a um vídeo dos soldados em fuga no momento de uma explosão.

"A operação era sobrevoar dois drones carregados com [explosivo] C4 com direção ao palco presidencial. Francoatiradores da guarda de honra derrubaram os drones antes de chegarem ao alvo. Demonstramos que são vulneráveis. Não conseguimos, mas é questão de tempo", disse uma das mensagens do grupo.

Eles se dizem um conjunto de "militares e civis patriotas e leais ao povo da Venezuela, baseados em argumentos leais e constitucionais", e afirmam tem respaldo de "oficiais, suboficiais, classes e soldados" que estariam "dispostos a oferecer suas vidas".

"Não foi desta vez, mas continuamos nossa luta, porque a Força Armada Nacional Bolivariana tem por função garantir a independência, a soberania da nação, a integridade do território e a ordem pública interna", diz a nota.

Eles acusam o governo Maduro de "desconhecer o conteúdo da Constituição", motivo pelo qual o grupo "decidiu empreender uma luta para restabelecer sua efetiva vigência". "É contrário à honra militar manter no governo quem fez da função pública uma maneira obscena de se enriquecer e se aviltar."

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