Gabriele Lisboa
A guiné é uma planta herbácea de porte médio, com folhas alongadas, flores pequenas esbranquiçadas e aroma intenso, facilmente reconhecida quando cultivada em quintais e jardins. Conhecida cientificamente como Petiveria alliacea, ela cresce bem em regiões de clima quente e faz parte de práticas tradicionais transmitidas ao longo do tempo. Também chamada de tipi, amansa-senhor ou erva-de-alho, ela possui propriedades terapêuticas.
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Descubra abaixo como essa planta pode contribuir para a saúde e quais cuidados são necessários ao utilizá-la!
A guiné contém flavonoides em sua composição, compostos vegetais reconhecidos por suas propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. Essas substâncias atuam no organismo ajudando a reduzir processos inflamatórios que podem afetar articulações, músculos e outros tecidos. As folhas e raízes concentram esses compostos bioativos, que contribuem para suas propriedades terapêuticas.
A presença de alcaloides, saponinas e compostos sulfurados confere à guiné propriedades antimicrobianas. Por essa razão, a planta pode ser utilizada como suporte complementar no tratamento de infecções leves, tanto respiratórias quanto de pele. Suas propriedades antimicrobianas também explicam seu uso para auxiliar em condições como tosse, bronquite e outras afecções pulmonares. Contudo, o seu uso não deve substituir o tratamento e o acompanhamento médico.
Os alcaloides e o trissulfeto de benzila presentes na guiné conferem à planta ação analgésica. Tradicionalmente, ela tem sido utilizada para aliviar dores de cabeça, dores dentárias, dores musculares e desconfortos reumáticos. Essa capacidade de reduzir a percepção dolorosa está relacionada aos compostos bioativos que atuam no sistema nervoso. Contudo, é fundamental ressaltar que a guiné não substitui analgésicos prescritos por profissionais de saúde, funcionando apenas como auxílio complementar quando orientado adequadamente.
A guiné contém taninos, compostos vegetais com potente ação antioxidante que ajudam a proteger as células contra danos causados por radicais livres. Esses antioxidantes contribuem para reduzir o estresse oxidativo no organismo, processo associado ao envelhecimento celular e ao desenvolvimento de diversas doenças crônicas.
A ação antioxidante dos taninos presentes na planta também auxilia na proteção de tecidos e órgãos, contribuindo para a manutenção da saúde geral quando a planta é consumida de forma adequada e com orientação profissional.
A guiné possui compostos voláteis e substâncias bioativas concentradas principalmente nas folhas e nas raízes. Tradicionalmente, a planta é associada ao alívio de sintomas respiratórios comuns, como tosse, congestão e desconfortos relacionados a gripes e resfriados leves. Essa relação está ligada à presença de componentes com ação antimicrobiana e expectorante, que podem favorecer a eliminação de secreções.
Ainda assim, o uso da guiné para quadros respiratórios deve ser feito com cautela e sempre com orientação de um profissional de saúde habilitado. A planta não substitui tratamentos médicos convencionais, especialmente em casos de sintomas persistentes, infecções mais intensas ou doenças respiratórias graves.
A guiné pode ser consumida principalmente por meio de chá preparado com suas folhas secas, mas é fundamental seguir orientações específicas para evitar intoxicações e efeitos adversos. O preparo correto e a dosagem adequada fazem toda diferença entre aproveitar os benefícios terapêuticos e sofrer consequências negativas à saúde.
A guiné não deve ser usada por gestantes devido aos seus possíveis efeitos abortivos, lactantes, crianças, pessoas com problemas circulatórios, cardíacos, hepáticos ou renais. A planta também não deve ser consumida por quem toma anticoagulantes, pois pode aumentar o risco de sangramento.
O uso excessivo ou prolongado pode causar efeitos adversos como insônia, alucinações e sobrecarga hepática. O consumo deve sempre ser orientado por médico ou nutricionista, pois a dosagem segura não é amplamente estabelecida. A guiné não substitui tratamentos médicos convencionais e deve ser usada apenas como complemento terapêutico quando adequadamente indicada.
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