Hacker tentou invadir celular de relator da Lava Jato no Rio

Publicado em 10/06/2019, às 07h36
Juiz federal Abel Gomes, relator da Java Jato no Rio | Escola de Magistratura RJ -

Folhapress

O TRF-2 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região) afirmou no sábado (8) que hackers tentaram invadir o celular do juiz federal Abel Gomes, relator na segunda instância da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro.

LEIA TAMBÉM

De acordo com o tribunal, o juiz Flávio de Oliveira Lucas, que atuou no gabinete de Abel substituindo-o em período de férias, também foi vítima da tentativa de ataque. As duas ações ocorreram na quarta-feira (5), segundo o TRF-2.

Leia também: Mensagens mostram colaboração entre Moro e Deltan na Lava Jato, diz site

O caso é tratado como uma tentativa porque a Polícia Federal ainda está periciando os aparelhos dos magistrados. Segundo o tribunal, o hacker tentou acessar dados do celular e a conta no aplicativo de mensagens Telegram dos magistrados.

"Ao perceber a tentativa dos hackers, o desembargador Abel Gomes acionou a Polícia Federal, que está investigando o caso. Em ofício encaminhado à PF, o magistrado ressaltou que a necessidade de 'esclarecer o grau de comprometimento desta invasão em meu telefone móvel, sistemas eletrônicos, e na minha vida privada e funcional'", diz o TRF-2, em nota.

"[Hackers] Tentam um tipo de terrorismo eletrônico, para intimidar autoridades. Querem fazer uma demonstração de força, mostrar que seriam capazes de entrar na vida privada e até funcional das autoridades", afirmou Abel Gomes, em nota.

O caso ocorreu um dia após a invasão ao celular do ministro da Justiça, Sergio Moro, ex-juiz que atuou na Lava Jato. O ex-juiz federal teve de cancelar a linha. A Polícia Federal investiga o caso. O setor de tecnologia da pasta também foi acionado para ajudar a apurar de onde o ataque partiu.

O autor da invasão ficou por cerca de seis horas utilizando aplicativos de mensagens de Moro. O ministro recebeu uma ligação por volta das 18h, do seu próprio número, o que estranhou. Ele atendeu, mas não havia ninguém do outro lado da linha.

Segundo Abel, o procedimento de invasão ao celular foi semelhante ao praticado com Moro. A única diferença é que o número do telefone que fez a chamada não era o mesmo do seu.

O juiz federal Marcelo Bretas, responsável pela Lava Jato do Rio na primeira instância, republicou em rede social a nota do TRF-2 sobre o caso e comentou: "A Lava Jato sob ataque?"

Gostou? Compartilhe

LEIA MAIS

Câmara aprova regime de urgência para projeto que cria o “imposto do congestionamento” Após denúncia de Rui Palmeira, Câmara de Maceió determina recadastramento de servidores Brasil repete sua segunda pior nota da série histórica em índice global de percepção da corrupção Entidades pedem veto de Lula ao PL dos supersalários na Câmara e no Senado