Histórico: CRB é o primeiro pentacampeão alagoano; veja como foi a campanha

Publicado em 07/03/2026, às 21h00
- João Marcelo Cruz / TNH1 (Direitos Reservados)

Gabriel Amorim

O torcedor do CRB que viu, nas duas últimas rodadas da primeira fase do Campeonato Alagoano, as derrotas amargas para ASA e Coruripe, chegou a cogitar que o pentacampeonato estaria ameaçado. Na reta final, no entanto, o favoritismo na competição se consolidou e, pela primeira vez na história, Alagoas tem um time cinco vezes campeão estadual de forma consecutiva.

Após aplicar 3 a 0 no jogo de ida, no Rei Pelé, o CRB manteve a vantagem ao empatar em 1 a 1 na volta e levantou a taça.

João Marcelo Cruz / TNH1 (Direitos Reservados)

 

Este foi o quinto título consecutivo do CRB em cima do ASA em decisões do estadual. Com a conquista, o Galo coloca o 36º título alagoano na sua estante (veja como ficou o ranking).

O TNH1 relembra abaixo como foi a campanha do título do CRB

Fase inicial com desconfiança

Com o término da Série B no fim de novembro, o CRB só conseguiu se reapresentar para iniciar a pré-temporada deste ano no dia 26 de dezembro, com o início do estadual apenas duas semanas depois.

Nas quatro primeiras rodadas, apesar de o time, que manteve a base de 2025 e o técnico Eduardo Barroca, não apresentar um futebol vistoso, até pelas condições físicas e pela necessidade de rodar o elenco, conseguiu quatro vitórias. Todas por apenas um gol de diferença, contra CSE, Murici, Penedense e Cruzeiro-AL.

João Marcelo Cruz / TNH1 (Direitos Reservados)

 

Com isso, chegou para o Clássico das Multidões, contra o CSA, na quinta rodada, como líder. No confronto, ficou evidente a diferença de preparação entre as duas equipes. O CRB até começou bem e abriu o placar com Mikael no primeiro tempo, podendo até ampliar antes do intervalo.

No entanto, na volta, cansou e viu o CSA empatar com Ciel e pressionar em busca da virada, que não aconteceu. No fim, empate em 1 a 1 e avaliação sincera do meia Danielzinho sobre a condição física das equipes.

Acho que ficou um pouco claro na partida que o time deles está melhor fisicamente do que a gente. Estavam bem mais rápidos. Mesmo assim, tivemos muitas chances de ampliar o placar, de fazer o 2 a 0, mas infelizmente não conseguimos", afirmou ao Pajuçara Futebol Clube (PFC).
João Marcelo Cruz / TNH1 (Direitos Reservados)

 

Na rodada seguinte veio o divisor de águas para torcida e direção. No Rei Pelé, o CRB recebeu o ASA, que foi a Maceió em busca da liderança. E conseguiu.

Com desfalques significativos na defesa, incluindo Fábio Alemão, Henri e Wallace, quem atuou improvisado na zaga foi o volante Luizão, ao lado de Darlisson. Na lateral esquerda, a jovem promessa Maycon assumiu a titularidade com a ausência de Léo Campos.

O ASA aproveitou as fragilidades e aplicou um sonoro 3 a 0, com destaque para Alex Bruno. A derrota aumentou as críticas da torcida sobre a montagem do elenco e, logo após o jogo, Eduardo Barroca pediu desculpas aos torcedores.

João Marcelo Cruz / TNH1 (Direitos Reservados)

 

Poucos dias depois, o presidente Mário Marroquim foi direto ao analisar o desempenho da equipe.

A gente tem que puxar a responsabilidade para a diretoria, treinador, diretor de futebol e elenco inteiro. Não jogaram nada", disse o presidente.

Ele também destacou que seria preciso ter mais seriedade e afirmou que, se o rendimento contra o ASA se repetisse, o clube não conquistaria o pentacampeonato estadual.

Mas a mudança não foi imediata. Na última rodada da primeira fase, o CRB foi até o Gérson Amaral enfrentar um desesperado Coruripe, que lutava contra o rebaixamento, e saiu de lá com uma derrota dolorida por 2 a 1, resultado que salvou o Hulk do descenso. No fim da partida, o capitão Fábio Alemão puxou a responsabilidade.

Cobrado e necessitando de peças de reposição, o CRB foi ao mercado antes do fim da janela e trouxe nomes como o zagueiro Bressan e o lateral-esquerdo Lucas Lovat, que se tornaram peças importantes no mata-mata.

Francisco Cedrim / CRB

 

Virada de chave no mata-mata

Classificado para as semifinais, o adversário foi o CSA. E o cenário mudou.

Se havia expectativa por confrontos equilibrados, como no empate por 1 a 1 na primeira fase, o que se viu em campo foi diferente.

O placar agregado diz muito sobre os dois jogos: 4 a 0 para o CRB. Dentro de campo, ficou evidente a diferença entre uma equipe que disputa a Série B e outra recém-rebaixada para a Série D.

João Marcelo Cruz / TNH1 (Direitos Reservados)

 

No primeiro jogo da final, o domínio continuou. No Rei Pelé, diferente do que aconteceu na fase inicial, quando o ASA venceu por 3 a 0, o CRB devolveu a goleada, com destaque para Mikael, artilheiro do Alagoano com sete gols, ao lado de Alex Bruno.

João Marcelo Cruz / TNH1 (Direitos Reservados)

 

No jogo de volta, o CRB não poderia perder por dois gols de diferença, mas conseguiu empatar em Arapiraca por 1 a 1. Mikael marcou novamente, passando de jogador muito criticado a ter seu nome ecoado pela torcida, e encerrou a competição como artilheiro, com sete gols.

No fim, o CRB levantou mais um troféu, o 36º da sua história. E, pela primeira vez no Campeonato Alagoano, um pentacampeonato consecutivo.

João Marcelo Cruz / TNH1 (Direitos Reservados)

 

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