Homem investigado por matar três pessoas em SP conhecia vítimas por aplicativo

Publicado em 06/07/2023, às 17h08
Reprodução -

Paulo Eduardo Dias / Folhapress

A Polícia Civil prendeu nesta quarta-feira (5) um homem suspeito de matar dois homens e uma mulher de 2020 a 2022. Os crimes ocorreram em São Paulo, São Bernardo do Campo e Santo André. Outra vítima, uma mulher, teve sua residência incendiada, mas sobreviveu.

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A Justiça já havia expedido um mandado de prisão preventiva contra Renato Teixeira, 35, pelas mortes que ocorreram em Pirituba, na zona norte da capital, em 2021, e em São Bernardo do Campo, em 2022. Até a tarde desta quarta (5), ele não tinha advogado, de acordo com a polícia.

Teixeira, de acordo com a polícia, escolhia suas vítimas por meio de aplicativos de relacionamento, nos quais usava o pseudônimo Bruno.

Em depoimento ao delegado Giuliano de Migueli, o garoto de programa disse ter utilizado nos crimes veneno extraído do peixe baiacu. A polícia, no entanto, afirmou não acreditar nessa versão.

Ele foi detido em um imóvel em Franco da Rocha, na Grande São Paulo, com uma motocicleta furtada, o celular de uma das vítimas e porções de crack.

Segundo a polícia, Teixeira disse ter assassinado nove pessoas. Agora, os investigadores vão apurar a veracidade da fala e se ele é um serial-killer.

Policiais disseram que ele atacava as pessoas após se sentir contrariado. Em um dos casos, o homicídio teria ocorrido após uma das vítimas querer usar crack e ele se opor a isso.

A investigação teve início após o desaparecimento de um homem em São Bernardo do Campo em dezembro passado. Seus familiares registraram um boletim de ocorrência sobre o sumiço em 3 de dezembro.

Três dias depois, Teixeira entrou em contato com a dona do imóvel que alugara para dizer que havia enterrado no local o corpo de uma pessoa.

Policiais foram até a residência e encontraram o cadáver em estado avançado de decomposição.

"Ele sabia que estava sendo procurado e, por isso, flutuava entre cidades, o que demonstra que não tinha receio de ser preso", disse a delegada Kelly Cristina Sacchetto Cesar de Andrade, seccional de São Bernardo do Campo.

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